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Casal suspeito de comprar recém-nascido em liberdade

 

As medidas de coação foram determinadas por um juiz de instrução do Tribunal de Santa Maria da Feira, onde os suspeitos foram ouvidos esta tarde.

O juiz determinou ainda que os arguidos vão poder visitar o bebé na instituição onde aquele estiver, mas sempre na presença das autoridades.

Os arguidos, de 23 e 30 anos, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), esta sexta-feira, pela prática de um crime de tráfico de pessoas.

Segundo a PJ, o bebé, cujo parto teve lugar no hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, em novembro de 2015, foi adquirido a “um casal de nacionalidade estrangeira e com dificuldades económicas e sociais”, pagando uma “elevada quantidade monetária”.

O recém-nascido terá sido vendido por um casal de nacionalidade romena, cujo último paradeiro conhecido era em Ovar, isto logo após o parto, em novembro de 2015. Para que tudo se concretizasse sem problemas o negócio foi cuidadosamente preparado. Desde logo, segundo as autoridades, foi espalhado o rumor de que o homem do casal português tinha um relacionamento amoroso com a mulher romena.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que o arguido fez-se passar por pai biológico do recém-nascido, no hospital, registando-o como seu filho.

Depois de sair do hospital, o bebé foi viver durante cerca de cinco meses para casa dos arguidos.

A PJ prossegue as investigações no sentido de localizar os progenitores, que se encontram em parte incerta. A Polícia refere que os arguidos, que são vendedores ambulantes, pretendiam assumir a paternidade do bebé “à margem do sistema legal de adopção”. (*com agência Lusa)

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