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Moção contra demolição do Cine-Teatro chumbada na Assembleia Municipal de Ovar

Uma moção subscrita pelo PS e o AGIR! “pela preservação da memória coletiva e pela criação de um novo polo cultural, museológico e turístico estruturante” no local do Cineteatro foi recusada pela Assembleia Municipal.



O documento pede a anulação do projeto “Praceta Cine-Teatro” e recorda que a “atual fachada é um símbolo afetivo de Ovar. Acedemos à sua manutenção para acolher o Posto de Turismo no átrio e um Café Concerto no antigo Salão de Festas”.

Nim momento em que Ovar “enfrenta o desafio de reforçar a sua atratividade cultural e turística, fixar talento jovem, apoiar a criação artística local e potenciar o seu património material e imaterial, exigindo infraestruturas modernas, multifuncionais e diferenciadoras”, (…) ” o projeto apresentado em 2025 pelo Executivo Municipal, prevendo a criação de uma praça a céu aberto no local, se revela manifestamente insuficiente face ao potencial estratégico daquele espaço”.

Pelo grupo municipal do PSD, Manuel Reis sustentou que “a solução preconizada por este executivo foi apresentada em setembro do ano passado pelo que as pessoas já se pronunciaram uma vez que fazia parte do programa do PSD que viria a vencer as eleições”.

“Só agora se descobre a urgência na participação no debate, isto é uma tentativa de bloqueio político tardio”, criticou, concluindo que “a decisão não pode ser baseada apenas em função da carga emocional de um edifício profundamente degradado, descaracterizado e cuja reconstrução implicaria custos muito elevados para o erário municipal”.

Arnaldo Oliveira, do M2030, também é a favor da solução camarária e está convicto de que “o executivo está aberto a algumas alterações pontuais no projeto” no mesmo.

O socialista Martim Guimarães recordou que “em 2009, deu entrada um pedido de desafetação/demolição do Cineteatro de Ovar pela Inspeção Geral das Atividades Económicas e que foi dado um parecer pelo Conselho Consultivo do IGESPAR e o parecer foi um despacho não favorável. E diz assim: “Não autorizo nem aprovo a demolição. O imóvel representa um marco na história cultural da cidade e da região pelo património imaterial a ele associado. O imóvel está totalmente integrado em ZEP – Zona Especial de Proteção, e deverá ser sempre no sentido de se evitar a sua demolição.”

Por seu lado, continuou, “a CCDR emitiu este parecer: “Em termos nacionais, escasseiam os exemplares classificados de Cineteatros e são raros os casos referentes à arquitetura modernista que urgem proteger e preservar. Falharam os objetivos de proteção e valorização do património cultural, tarefa fundamental do Estado e um dever dos cidadãos.”

“Ou seja, aquilo que esta moção pretende é, segundo a CCDR, um dever enquanto cidadãos”, concluiu.

 

A moção seria rejeitada com os votos dos deputados do PSD, CHEGA e Arnaldo Oliveira, do Movimento 2030. Votaram a favor os eleitos do PS, dois do Movimento 2030 e o Grupo Municipal AGIR! cuja líder apresentou, em campanha eleitoral o ELO l Espaço de emoções – Museu do Carnaval e da Criatividade, Posto Turismo, Cine Teatro e Lazer l Acesso Parque de Urbano – e agora votou ao lado do PSD, no executivo, a favor da demolição.

 

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