
O ciclista vareiro, que representou algumas das principais equipas portuguesas, com destaque para os melhores anos da Sicasal – chegou a participar na Vuelta e Giro -, encostou a bicicleta aos 39 anos, mas com alguma mágoa pelo modo como foi dispensado da Barbot-Siper, a sua última equipa. Carlos Pinho, o pequeno trepador do pelotão português – foi rei da montanha na Volta a Portugal por duas vezes.
“O que me deixou mais triste foi o ‘timing’ escolhido para me dizerem que não contavam comigo, uma vez que, depois de quase 9 anos ao serviço da equipa, acho que não merecia ter sido um dos últimos a ser avisado da dispensa”, frisou Pinho, citado pelo site “jornalciclismo.com”.
O seu Momento de Glória foi vivido na Volta de 2006. Embora a etapa tenha sido vencida pelo búlgaro Krassimir Vasilev, Carlos Pinho acumulou tempo suficiente na frente para assumir a liderança da Classificação Geral Final. Subiu ao pódio no Fundão para vestir a tão desejada camisola amarela, gerando grande entusiasmo no pelotão português.
Infelizmente. a liderança durou apenas um dia. A tirada seguinte (15 de agosto) era a 10.ª etapa, um decisivo contrarrelógio individual de 39,6 quilómetros entre Idanha-a-Nova e Castelo Branco
Sendo um trepador puro e com dificuldades conhecidas no esforço individual contra o relógio, Carlos Pinho não conseguiu defender a vantagem face aos especialistas. O espanhol David Blanco venceu esse contrarrelógio e carimbou a vitória final na Volta a Portugal de 2006.
Apesar de ter perdido a amarela na véspera do pódio final em Castelo Branco, a prestação de Carlos Pinho nessa edição superou todas as expectativas: Terminou num excelente 8.º lugar da Classificação Geral, foi o segundo melhor ciclista da equipa Barbot-Halcon na geral, ficando imediatamente atrás do seu chefe de fila, o dinamarquês Claus Michael Møller (6.º classificado).

- Prémio da Montanha: Sagrou-se o “Rei da Montanha” em duas edições consecutivas, 1993 e 1994, ao serviço da mítica equipa Sicasal-Acral.
- Classificação Geral: O seu melhor resultado final absoluto ocorreu em 2006, terminando na 8.ª posição da geral pela equipa Barbot-Halcon.
- Camisola Amarela: Na Volta a Portugal de 2006, chegou a vestir a camisola amarela de líder da prova após a 9.ª etapa.
- Resultados em Etapas: Alcançou um 3.º lugar numa etapa em 2001 e dois 4.os lugares em etapas (2000 e 2006).


