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Apanha excessiva de bivalves põe em risco vida na Ria – Quercus

A Quercus/Aveiro está “preocupada com a sobreexploração dos recursos e o aumento da apanha ilegal bivalves na Ria”.

Em comunicado, a associação ambietalista alude “a bivalves capturados nas zonas proibidas, que são comercializados ilegalmente e podem constituir um grave risco para a saúde pública”.

Alerta ainda para “a captura por meio de métodos ilegais, que utilizam artes de arrasto pelo fundo ou redes rebocadas similares que operam em contacto com o fundo, está a destruir o ecossistema e a vida estuarina na Ria da Aveiro”.

A direção regional da Quercus denuncia também “a apanha selvagem de casulo, uma espécie de verme utilizado como isco para a pesca, está a pôr em risco a existência de mais de duas centenas de espécies” já que os apanhadores revolvem o fundo da ria.

Em 2010, investigadores da Universidade de Aveiro (UA), lembra a Quercus, “alertaram para o risco da vida estuarina praticamente desaparecer se a apanha não fosse devidamente regulada e fiscalizada”.

Por isso “reitera, publicamente, a disponibilidade para colaborar com as autoridades e os pescadores, no sentido de garantir que, de futuro, a captura de bivalves seja orientada por boas práticas, que garantam a sua sustentabilidade”.

A Quercus diz que é “fundamental suster estas atividades destruidoras e promover o ordenamento do estuário da Ria de Aveiro por forma a garantir a exploração sustentável dos recursos”.

A finalizar, apela aos cidadãos que comuniquem às autoridades todos os casos de pesca e apanha ilegal na Ria de Aveiro.

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