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BE reuniu com AdRA e propõe medidas sociais para o sector das águas

O Bloco de Esquerda (BE) reuniu com a AdRA para recolher informações relativas aos custos elevados do serviço e ausência de políticas sociais. E verificou a urgência de várias políticas que pretende inscrever nos seus programas eleitorais para as eleições autárquicas de forma a melhorar a qualidade de vida da população da região.

O BE tem preocupações fundadas com o preço elevado da água e saneamento na Região de Aveiro e considera essencial que as autarquias apliquem uma tarifa social automatizada, garantindo um preço reduzido a famílias em carência económica. A decisão cabe a cada Câmara Municipal. Com esta medida, no universo da AdRA cerca de 26 mil famílias beneficiam de uma tarifa reduzida.

O Bloco considera ainda que o princípio de recuperação de custos, subjacente à aplicação de tarifas, é errado e castigador da população. A grande estrutura de custos da AdRA corresponde aos seus contratos com o sistema em alta sendo que o investimento em ata foi, em grande medida, suportado por fundos públicos europeus. Portanto, os cidadãos em Aveiro estão apenas a pagar uma tarifa elevada para garantir elevados lucros ao concessionário da Águas do Vouga. O Bloco reafirma que a água deve ser um serviço público.

Considera ainda chocante que a prioridade de combate às perdas de água seja regido não por critérios de eficiência e custo ambiental, mas sim de acordo com as zonas relativas à concessão da Águas do Vouga por o preço da água ser bastante mais elevado.

Dada a situação pandémica e a correspondente crise social, os cortes do abastecimento de água estão suspensos. No entanto, a AdRA pretende – quando regressar a situação normal – cortar o abastecimento de água mas também desenvolver métodos para cortar o saneamento. O Bloco quer que qualquer corte de água só possa ser efetuado depois de uma avaliação por parte dos serviços de acção social e, caso assim se verifique necessário, seja criada uma alternativa social para garantir que quem está em carência económica não se veja excluído do acesso a este bem essencial à vida.

O Bloco critica as normas de austeridade, ainda em vigor, que impedem que a AdRA possa realizar o investimento público necessário para melhorar o serviço e a tornar-se ambientalmente mais eficiente.

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