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Charanguinha vai meter medo

 

Chama-se «Boooh… Que susto!» o samba de enredo que a escola de samba Charanguinha vai apresentar nos grandes desfiles do Carnaval de Ovar de 2015.

A carnavalesca é a Geny Seixas. Leiam a sinopse oficial:
«A Charanguinha em 2015 vem para arrepiar, trás consigo um leque de inúmeras superstições e uma realidade ou não que muitos preferem continuar a negar por medo ou por não ser palpável.
Agarrem-se às cadeiras porque a viagem pelo desconhecido vai começar.

Perdidos e sem saber para onde ir, restava pela frente uma rua estreita e sem luz que nos direccionava ao cimo de um monte, o tempo não ajudava e encontrávamo-nos envoltos entre chuva e uma trovoada que iluminava um casebre antigo no pico da montanha.
Pensamos que seria a nossa sorte mas estávamos enganados. A estrada terminava mesmo em frente a um portão velho e cheio de ferrugem, ao parar este abriu-se com um ruido que até arrepiava.

A paisagem em torno não era das melhores, lápides e cruzes que a luz insidia, fazia descobrir os nomes das pessoas que lá estavam sepultados, sem alternativa seguimos em frente.
O batente da porta estranho tinha forma de Morcego, e estes sobrevoavam a casa em bando. Abre-se a porta, um senhor de fato às riscas preto e branco de cabelo comprido, muito simpático, convida-nos a entrar. Entre escadas em círculos, vultos e gatos pretos a coruja no topo da escada observa atentamente todos os movimentos.

Jack, o “criado”, supostamente encaminha-nos á sala de jantar para nos apresentar aos anfitriões.
Numa mesa enorme iluminada com pequenas aboboras que continham velas no interior, surgem em cada ponta um casal arrepiante, suas vestes eram negras; ela cabelo muito comprido um tanto engrenhados com uma verruga na ponta do nariz, ele com aparência severa, muito firme do seu lugar nem para nós olhou.
Surgem duas crianças com asas a correr para nós, pareciam bem mais simpáticos que os pais.

Os dentes saiam pelo lábio inferior, pequenos vampirinhos mas amigáveis.
Convidam-nos a dormir lá até ao outro dia, para conseguirmos, e sem alternativa aceitamos.
O quarto tinha teias e aranhas por todo o lado, caveiras e esqueletos decoravam os cantos. De fundo ouviram-se uivos e gritos.

Esperámos, via esperança de tudo acalmar.
O Tempo esteou, as bruxas descansavam e nós fugimos para bem longe.
Para trás fica o susto e o desespero.
Na frente o alívio e Paz».

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