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“De Pandeiro na mão e de pé no chão, Charanguinha leva ouro no seu coração“

“De Pandeiro na mão e de pé no chão, Charanguinha leva ouro no seu coração“: É este o samba enredo da Escola de Samba Charanguinha para o Carnaval de Ovar 2014. "Este enredo é uma homenagem carnavalizada às vitórias e às conquistas da Charanguinha durante os seus 30 anos de existência", explica João Azevedo, da escola de samba ovarense.. 

"É uma homenagem a todos os que a construíram e por ela lutaram, todos eles que fazem ou fizeram do samba o seu desporto, e o Carnaval de Ovar a sua competição". 

João Azevedo sublinha este samba enredo foi feito "em glória da garra que fez com que hoje a Charanguinha seja conhecida pelas suas medalhas pela sua constante superação".

Samba Enredo

“Oh! Arcaico espírito imortal, imaculado
Pai da beleza, da grandeza e da veracidade
Desça, se faça presente e faça brilhar aqui e
Mais além, na Glória de sua Terra e Céu” 

(Hino Olímpico)

Os tamborins aquecem, e a vibração de mais uma grande disputa sente-se, é mais um ciclo de jogos que começa! As bandeiras agitam-se, mostrando que mesmo diferentes 
e mesmo rivais estamos juntos e partilhamos uma festa e competição única, lembramos-nos que vivemos todos no mesmo globo e celebramos juntos o início de mais um Carnaval, nesta nossa fantasia de atletas de mais uns Jogos, de mais uns Jogos Olímpicos!

No meio de tanta diversidade de raças e culturas há uma mistura que se torna mais evidente, a mistura do desporto com o samba, é que desta vez os Jogos Olímpicos chegaram ao Carnaval de Ovar! Assim, há atletas que irrompem de pandeiros e ginastas que gingam ao som do cavaco, enquanto o estandarte das cinco argolas chega às nossas mãos e se celebra a passagem do testemunho. 

Numa competição como esta muitos são os valores celebrados, oriundos da filosofias Clássicas, em que o homem é homenageado pelas suas melhores capacidades, em que a busca da perfeição do ser é constante e insaciável, em que o principal objectivo é, acima de vencer o adversário – o da superação.

“Na corrida, na luta e no arremesso, faça
brilhar o ímpeto das nobres competições
Modelando com aço e dignidade o corpo
Coroando-o com a imperecível rama do louro”  

(Hino Olímpico)

Todos vencedores, pela conquista do seu lugar, no mérito de ter chegado à grande competição, mas que não seja escondida a grande almejada meta, em cada desporto ou modalidade ficar no topo do pódio, levar o peso e o brilho ouro para o seu país. 
Esta busca pela medalha, acontece uma outra diversidade, a desportiva em que dezenas de modalidades são praticadas em que distintas estratégias são usadas com esforços diferentes.

Na corrida onde está patente a velocidade, a necessidade de chegar primeiro que o adversário, de cumprir a tarefa em menos tempo, seja na água ou na arena. Bem diferentes das modalidades acrobáticas e da ginástica onde o mais importante é a perícia e a habilidade, que foi conquistada pela persistência e treino extensivo. 

Noutras competições encaramos o nosso adversário frente a frente, focando o seu olhar, usando a força ou a astúcia necessárias para vencer os jogos de batalha. Num outro perímetro o espirito das equipas é trabalhado, onde o arremesso é estrategicamente feito de modo vencer um jogo de bola. 

Na mente de todos estão sempre aqueles brilhos, sonhados de alcançar, as pesadas medalhas de bronze, prata e a almejada medalha de ouro. 

“Campos, montanhas e mares se vão contigo
Tal como um alvirrubro magno templo
Para o qual se conduz aqui como seu peregrino
Oh, arcaico espírito imortal, cada nação…”

(Hino Olímpico)

Findas as competições os atletas premiados festejam as suas conquistas, descontraídos ainda com seus equipamentos iluminados a ouro, sorrindo e cantando os seus hinos, com honra e orgulho e com as suas medalhas ao peito. 

Encerra-se o torneio, numa prolongada festa, observamos de novo a bandeira que traz representado o mundo inteiro, na sua diversidade de paisagens, culturas e pessoas. 

O fogo da tocha olímpica, que se manteve forte e luminosa durante todo o evento fica agora aceso nos corações de quem o viu, e de quem a tocha significava o percurso que leva à conquista. 

 

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