Saúde

Diagnóstico de bronquiolite aguda: Que sinais devo vigiar? – Por Alexandra Ramos Rodrigues

Sinais de alarme:  Diagnóstico de bronquiolite aguda, que sinais devo vigiar e quando devo procurar ajuda médica?

Este é um diagnóstico que surge muitas vezes em crianças com idades inferiores a 2 anos, maioritariamente durante o inverno. Trata-se de um vírus que afeta o nosso sistema respiratório e, portanto, a sua transmissão pode ser feita por contacto com secreções infetadas – sendo muitas vezes motivo de doença em vários elementos da mesma família. Muitas vezes na criança, o quadro começa com uma tosse seca, algum corrimento nasal e que agrava 3 a 5 dias após o início dos sintomas. Por vezes, podem estar associados: pieira e algum cansaço/esforço a respirar, podendo afetar também a alimentação e febre, que quando está presente, é geralmente baixa. Estes episódios duram cerca de 2 semanas.

Portanto, sendo esta uma doença que evolui muitas vezes de forma favorável, quando é que devo consultar um médico?

  • Quando há um agravamento da dificuldade respiratória: fazer covinhas no peito/abdómen ao respirar; esforço a respirar muito aumentado; movimento ritmado das asas do nariz ao respirar; ficar muito cansado, inclusivé com a amamentação
  • Se houver diminuição da ingestão para menos de metade da quantidade habitual em 2 ou mais refeições; até com eventual recusa de alimentação e/ou líquidos durante mais de 4-6 h
  • Vomitar frequentemente e em grande quantidade
  • Urinar pouco (fralda seca >12 horas)

Deverá recorrer diretamente ao serviço de urgência se houver muita dificuldade respiratória, com pausas respiratórias ou com palidez associada e/ou lábios azulados ou acinzentados; bem como se a criança se apresentar excessivamente sonolenta e prostrada.

No caso de a criança em questão ter menos de 12 semanas de idade, ser prematura ou padecer de alguma doença pulmonar crónica, doença cardíaca, doença neurológica grave, imunodeficiência ou síndrome de Down, deverá recorrer aos cuidados de saúde, pois a doença poderá ser mais grave nestes casos.

Para evitar a transmissão entre conviventes ou pessoas próximas deverá lavar as mãos com frequência e evitar locais com muita gente. O uso de máscara pode também ser ponderado. Evitar a exposição a fumo de tabaco é também uma medida protetora.

Em casa deverá tentar que a criança mantenha uma alimentação e hidratação adequadas – tentando diminuir a quantidade em cada refeição, fazendo várias pausas ao longo da mesma e elevar o tronco da criança após; controlar a febre com paracetamol em quantidade adequada ao peso do doente; manter o nariz limpo (podendo fazer lavagem nasal com soro fisiológico) e vigiar os sintomas respiratórios mencionados previamente.

 

Texto elaborado com base na NOC 016/2012, publicada a 19/12/2012: “Diagnóstico e Tratamento da Bronquiolite Aguda em Idade Pediátrica”.

Alexandra Ramos Rodrigues

Médica Interna de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

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