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“Dique fusível e redução da área dragada não garantem sustentabilidade do ecossistema”

As recentes obras de requalificação da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos, com a implantação de um dique fusível na sua foz e a redução da sua bacia não garantem a sustentabilidade deste ecossistema, alerta Domingos Monteiro em ofício enviado à Assembleia Municipal de Espinho.

Primeiro, porque com a redução da sua bacia, a Barrinha viu diminuída a sua capacidade receptora das chuvadas mais intensas, o que poderá significar menos segurança para pessoas e bens, uma vez que o risco de inundações terá aumentado.

Segundo, porque o dique fusível retém muito lodo e impede a renovação de toda a bacia, enquanto que, antes da primeira intervenção há 12 anos, “desaguando de forma natural e com a suficiente capacidade, o canal da foz refundava, as marés mais vivas entravam e deixavam em substituição areia limpa e permitiam a entrada de muitos peixes e mariscos, importantes para a subsistência das populações vizinhas e para a manutenção da avifauna que lhe deu estatuto com interesse internacional”.

Domingos Monteiro alerta para o pior que poderá estar para vir, uma vez que os responsáveis decidiram reduzir a área dragada para 21 hectares. Por isso, o munícipe paramense apela: “Agradeço que esta mensagem seja entregue à nossa Câmara e aos membros desta Assembleia para que ponderem e actuem.”

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