Covid-19

Enfermeiros exigem cordão sanitário para o Norte

Exemplo de Ovar apontado pela Ordem dos Enfermeiros

A Ordem dos Enfermeiros exigiu esta terça-feira uma “intervenção mais musculada” no Tâmega e Sousa onde o número de casos covid-19 está a “atirar” o hospital de Penafiel e unidades vizinhas para a “rutura”, disse o presidente da secção Norte.

“A doença tornou-se incontrolável (…). Já não é só a capacidade do Hospital de Penafiel que está em causa. É dos hospitais à volta. Na primeira vaga [da pandemia da covid-19] fizeram uma cerca sanitária a Ovar numa situação muito semelhante à que se está a passar no Tâmega e Sousa. Agora decidiram de outra forma por razões que nos parecem meramente políticas. É necessária uma intervenção mais musculada”, referiu João Paulo Carvalho, em declarações à Lusa.

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa está “sob pressão”, dando conta de 197 doentes internados, dos quais 10 em cuidados intensivos.

João Paulo Carvalho considera que as medidas impostas pelo estado de emergência “não estão a surtir efeito no Tâmega e Sousa” porque “são apenas recomendações” e “boas práticas sanitárias”. “Não é com medidas de um estado de emergência preventivo que se controla um surto generalizado na comunidade. Um estado de emergência, pelo menos para aqueles concelhos, tem de ser reativo”, referiu.

O presidente da secção Norte da Ordem dos Enfermeiros apontou o dedo à capacidade de comunicação da Direcção-Geral da Saúde (DGS), considerando que “não está a ser eficaz”. “As pessoas já não acreditam na sua directora-geral. Não acreditando, não aderem, não acreditam, não se preocupam”, referiu.

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