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Obra da envolvente à Estação era aguardada há mais de 20 anos

Assim, à primeira vista, parece que a cidade de Ovar está em ebulição, em consequência ou contrapartida da pandemia e do cordão sanitário em que o concelho se viu envolvido em Março e Abril deste ano. Mas não. As obras que decorrem em vários pontos já estavam previstas e adjudicadas antes desse episódio da vida da urbe vareira e iniciaram-se recentemente.

Mas, mesmo não sendo uma consequência directa, não deixará, por certo, de desempenhar um importante papel na recuperação económica, e até social, desta importante zo­na da cidade que clamava por atenção há, pelo menos, duas dezenas de anos.

A requalificação da envolvente à estação e Jardim Almeida Garrett é, nas palavras do presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, “a maior das obras estruturais da Câmara e as pessoas ainda nem se aperceberam da importância e do papel que ela vai desempenhar no futuro”.

O edil social-democrata acedeu, gentilmente, a fazer uma visita guiada à obra para nos explicar as mudanças que se adivinham. “Está a andar a bom ritmo”, assegura, enquanto percorre a obra, cumprimenta os trabalhadores que já o conhecem, sem se preocupar onde põe o pé ou com o pó que anda no ar.
“Esta zona já merecia isto há muitos muito anos”, vai dizendo. “E num momento em que estamos todos a tentar privilegiar os modos de transporte suaves, o transporte ferroviário, não faz sentido ter uma estação e toda esta região da vizinhança sem qualquer intervenção nos últimos vinte anos. Era algo que a todos nós fazia impressão”.

Salvador Malheiro recorda que foi com “muita satisfação que conseguimos incluir esta importante obra no nosso PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, a empreitada iniciou-se, vai cumprir-se o prazo e daqui a um ano, talvez no próximo verão, vai estar concluída, para todos usufruirmos dela”, anuncia, confiante.
Dos vários melhoramentos e alterações que o projecto implica, o autarca ovarense destaca “a criação de imensos lugares de estacionamento, que era uma carência desta zona e a criação de uma zona intermodal para autocarros e as pessoas que chegam de comboio poderem estar, uma infra-estrutura central de transportes que era uma necessidade na cidade”, revela.

Os trabalhos iniciaram-se no terreno, mas na edilidade, as negociações para aquisição ou permuta de terrenos que permitissem o arranque da obra, começaram muito antes. Salvador Malheiro agradece a disponibilidade da Infra-Estruturas de Portugal (IP), e dos proprietários do imóvel da antiga Sociedade Mercantil de Ovar que não criaram entraves. (Artigo completo in Diário de Aveiro) Texto: Luís Ventura

Foto: Paulo Ramos/DA

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