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“Troupe de Reis António Dias Simões” abriu programação cultural de 2021

Família refutou críticas por acontecer em tempo de pandemia

“Troupe de Reis António Dias Simões”, espectáculo integrado nas comemorações dos 150 anos do nascimento  do “Pai-Fundador” do Cantar dos Reis de Ovar, estreou no Centro de Arte de Ovar, no passado dia 8 de janeiro, recolheu aplausos de todos os quadrantes.

O actor Pedro Damião, que integrou o elenco, comentou que foi “uma bela homenagem, com belos momentos de partilha, a António Dias Simões, homem de várias vidas e ofícios, que desenvolveu a educação, as artes e o percurso literário, nessa mudança de século ainda tão pouco distante de nós”.

Além do actor vareiro, a “Troupe” contou com direcção musical de Pedro Martins, elementos de várias troupes vareiras e ainda com a participação de Alexandra Gondim, Rogério Pacheco e Clara Gondim, respectivamente, bisnetos e trineta do homenageado.

Numa parceria da Câmara Municipal e da Academia de Artes Amélia Dias Simões Simões (AAADIS), o espectáculo, que tem agendada uma segunda e última apresentação no próximo dia 15 (neste momento, em dúvida), suscitou algumas críticas às quais respondeu Clara Gondim. “Estas pessoas (nr: que criticam a sua realização em tempo de pandemia) devem estar esquecidas de que o sector cultural tem o direito de exercer actividade como qualquer outro sector“. “Devem esquecer-se que enfrentámos e continuamos a enfrentar dificuldades dramáticas. Devem esquecer-se de que os apoios foram e continuam a ser quase nenhuns para milhares de pessoas”.

Usando as redes sociais, Clara Gondim, continua: “Não fomos proibidos de trabalhar, mas fomos obrigados a fazer alterações de horários, redução de lugares nas salas de espetáculos para 50%, cancelamento de centenas de eventos culturais”.

E questiona: “Quais foram os apoios que recebemos durante estes meses? Quais foram as medidas adoptadas pelo Ministério para facilitar a retoma do sector? É importante dizer também que estas pessoas se esquecem de que quando falamos sobre o sector das artes não falamos apenas de espectáculos, mas também das novelas que vêem à noite quando chegam a casa depois do trabalho, da música que ouvem na rádio quando andam de carro ou do livro que lêem antes de dormir. Falamos de todos os trabalhadores e agentes culturais que não têm condições devido à falta de apoios nos últimos meses”.

Sobre o espetáculo em questão, como todos os eventos que têm acontecido nos últimos meses, Clara Gondim garante que aconteceu com todas as regras de higiene e segurança implementadas pela DGS. “Tivemos todos os cuidados possíveis, tanto no dia do espectáculo como em todos os dias de ensaios”.

A acriz aproveita para “agradecer a todos os participantes pelo empenho, dedicação e paixão com que enfrentaram este desafio. Foi um espetáculo bonito, com gente de Ovar, que homenageou o meu trisavô António Dias Simões, impulsionador do que é agora Património Cultural Imaterial – A tradição de Cantar os Reis”.

E termina com o tema cantado no espectáculo: “P’ra que não sabe o que é uma noite de Reis verá
Que não viveu tudo o que a vida nos dá”.

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