Grávida da Murtosa “morreu por amor” e vai “aparecer até ao final de 2026”

O caso de Mónica Silva, desaparecida desde 3 de outubro de 2023 na Murtosa, volta dar que falar, primeiro porque o julgamento pode vir a ser repetido e agora, nas redes sociais, após a divulgação de um vídeo com alegadas previsões espirituais.
A publicação, partilhada na página de Facebook AstrolomagiabyElisabete, sustenta que a mulher “vai aparecer até ao final de 2026”, reacendendo o debate em torno de um dos desaparecimentos mais mediáticos e enigmáticos do país. A publicação, partilhada na página de Facebook AstrolomagiabyElisabete, sustenta que a mulher “vai aparecer até ao final de 2026”, reacendendo o debate em torno de um dos desaparecimentos mais mediáticos e enigmáticos do país. – Pode ver o vídeo em baixo.
Ao longo do vídeo, a autora afirma realizar uma “leitura espiritual” baseada em informações recolhidas na internet e apresenta interpretações pessoais sobre o que poderá ter acontecido a Mónica Silva. Entre as afirmações feitas, destaca-se a frase: “Ela morreu por amor”, numa análise que mistura elementos emocionais e intuitivos, mas que não tem qualquer fundamento investigativo ou validação oficial por parte das autoridades responsáveis pelo caso.
Recorde-se que o Tribunal de Aveiro absolveu o homem suspeito de ter matado a mulher que ficou conhecida como ‘a grávida da Murtosa‘ em julho de 2025. O desaparecimento de Mónica Silva, que estava grávida na altura em que foi vista pela última vez, continua a ser investigado pela Polícia Judiciária.
Entretanto, o Tribunal da Relação do Porto decidirá no dia 11 de junho de 2026 sobre os recursos interpostos que pedem a repetição do julgamento. Tanto a família da vítima como o Ministério Público recorreram da absolvição de Fernando Valente, alegando contradições na decisão. O recurso em análise é extenso — ultrapassando as 800 páginas — e inclui críticas ao julgamento realizado em Aveiro, com o Ministério Público a insistir na condenação do arguido. Já a defesa de Fernando Valente mantém o pedido de confirmação da absolvição, alegando falta de provas diretas que sustentem a acusação.
Enquanto isso, o corpo de Mónica Silva nunca foi encontrado, permanecendo por esclarecer o que aconteceu na noite do seu desaparecimento — um dos principais pontos ainda em aberto neste caso que continua a gerar forte impacto público e mediático.




