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Grupo quer discutir Conjunto Habitacional da Marinha na Assembleia Municipal

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O grupo Unidos pela Dignidade apelou aos diversos grupos municipais para que o tema das condições de vida do Conjunto Habitacional da Marinha venha a ser incluído na ordem de trabalhos da próxima Assembleia Municipal.

Em 1984, há 34 anos, nove famílias ciganas viviam num acampamento ocupando um terreno em São João de Ovar, no concelho de Ovar. Nesse mesmo ano, para que a igreja pudesse construir um salão paroquial, aquela pequena comunidade foi colocada, pela Câmara Municipal, na periferia da cidade, no lugar da Marinha.

As promessas eram de que as famílias seriam realojadas em casas camarárias. No entanto, foram “realojadas” numa antiga exploração de criação de coelhos, sem quaisquer condições de habitabilidade, sem divisões, sem saneamento, em terra batida, com telhados ainda de telhas de amianto, sem portas nem janelas.

Neste momento, aquilo que é designado como o Conjunto Habitacional da Marinha, casas sociais do município de Ovar, caracterizadas pelo próprio nos seus documentos do Retrato Social do Concelho, continua com condições miseráveis para se viver.

As fossas a céu aberto e ausência de saneamento, as telhas de amianto, a ausência de portas e janelas, a rede eléctrica precária, os telhados que deixam entrar água e frio e as paredes que são, por vezes, feitas de chapa.

As promessas de realojamento são muitas e variadas, na forma e no tempo, mas são anos e anos de espera.

A problemática é o tema principal de uma curta-metragem, entitulada “Dignidade – Relatos de vida da Comunidade Cigana da Marinha”, realizada por Catarina Príncipe e Pedro Rodrigues. “Este filme nasce da vontade desta comunidade em melhorar as suas condições de vida”, explica Pedro Rodrigues. “A comunidade foi o seu motor e a sua razão e acompanhou a par e passo o seu processo de realização”.

Veja o filme aqui.

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