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Hospital e ARSC recusam críticas do Provedor da Misericórdia

O presidente do Conselho Directivo do Hospital Dr. Francisco Zagalo recusa as críticas do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ovar quando aponta a “repetida indisponibilidade do hospital de campanha local, instalado na Arena Dolce Vita, para acolher seniores da Santa Casa diagnosticados com Covid-19.”

Luís Miguel Ferreira responde que “o Internamento no Hospital de Ovar (incluindo na enfermaria designada por Anjo d’Ovar), como em qualquer outro hospital do país, segue critérios clínicos”. “São internados nos hospitais os doentes que, segundo critérios exclusivamente clínicos, requerem cuidados médicos permanentes”.

A questão é saber como funciona o reencaminhamento para esta resposta disponível no Município, quem está por trás na decisão e quais são os critérios. “O encaminhamento de doentes para o internamente do Hospital de Ovar é articulado permanentemente com outras instituições de saúde da região”, responde Luís Miguel Ferreira.

Como se sabe, acrescenta, “o Hospital de Ovar não tem serviço de urgência, pelo que a referenciação é, em contexto urgente/agudo, via serviço de urgência e/ou por articulação com a consulta ADC (Área Dedicada à Covid-19) do Centro de Saúde”.

Recoede-se que o provedor da Misericórdia de Ovar lamentou, esta semaa, “a repetida indisponibilidade do hospital de campanha local, instalado na Arena Dolce Vita, para acolher seniores da Santa Casa diagnosticados com covid-19” e alertou que “os lares de idosos não são unidades de saúde” reclamando que os infectados dessas instituições “deviam ser sempre hospitalizados” na rede pública.

Sobre a actuação da Autoridade de Saúde na realização dos testes covid-19, a Administração Regional de Saúde de Coimbra (ARSC) esclarece “a realização dos testes covid 19 no lar da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Ovar iniciou-se a 28 de março, tendo sido testados, até ao momento, todos os utentes e funcionários”.

O processo envolveu o Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, com uma equipa móvel de colheitas, e a colaboração do Hospital Francisco Zagalo. “No decurso do processo de colheitas, foram sempre seguidos, rigorosamente, os critérios de teste da Direcção Geral de Saúde”, sublinha a ARSC.

Relativamente à Santa Casa da Misericórdia de Ovar e Casa de S. Thomé, foram realizados um total de 332 testes laboratoriais para SARS CoV-2, (respectivamente 276 e 56) em amostras do trato respiratório superior, colhidas por zaragatoa. A comunicação de resultados foi feita, na maioria dos testes, nas 72h após a
realização da colheita.

A ARSC garante que “as equipas envolvidas do ACES Baixo Vouga e do Hospital Francisco Zagalo sempre demonstraram proximidade com as instituições, constante comunicação e vontade de diligenciar e resolver todos os resultados em falta”.

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