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Jorge Almeida e Pinho: “Tradutores são invisíveis no mundo da literatura”

Jorge Almeida e Pinho alertou para a necessidade da visibilidade dos tradutores no mundo da literatura, durante a apresentação da sua última obra, “A Tradução para Edição”, que decorreu na última sexta-feira, na FNAC de Santa Catarina, no Porto.

O autor ovarense mostrou-se emocionado com a presença de tanto público na cerimónia de lançamento, agradecendo a todos a presença que tanto o honrou, incluindo a de diversos autarcas ovarenses que ali se deslocaram.

Coube à vice-Reitora da Universidade do Porto, Fátima Marinho, presidir à sessão que incluiu Rui Carvalho Homem que é, entre muitos outros cargos, o actual  presidente da prestigiada European Shakespeare Research Association (https://www.um.es/shakespeare/esra/).

Rui Carvalho Homem dedicou uma intervenção brilhante e extremamente esclarecedora sobre a obra, elogiando não só “a oportunidade do lançamento, mas também a relevância do conteúdo”.

Além disso, pontuou a apresentação com inúmeras referências cruzadas ao papel interventivo do autor e à pertinência do aprofundado estudo desenvolvido.

Para encerrar, Jorge Almeida e Pinho partilhou a leitura da epígrafe do livro, o poema “Os Navegadores”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, numa analogia feliz com o universo dos tradutores:

“O múltiplo nos enebria
O espanto nos guia
Com audácia desejo e calculado engenho
Forçámos os limites –
Porém o Deus uno
De desvios nos protege
Por isso ao longo das escalas
Cobrimos de oiro o interior sombrio das igrejas.”

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