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Miguel Lopes expõe “realismo” no Posto de Turismo do Furadouro

O artista plástico, Miguel Lopes, que nasceu e cresceu no meio da arte, numa família de pintores e escultores, como eram o seu pai, Pedro Lopes, e o avô, Horácio da “Melra”, já falecidos, inaugurou, simbolicamente, no dia 1 de julho, no Posto de Turismo do Furadouro, uma exposição de trabalhos de pintura a óleo e esculturas em carvalho, mogno ou laranjeira.

Nesta singela homenagem ao seu pai, o artista plástico Pedro Lopes, que se dedicou apaixonadamente a várias colectividades de Ovar, deixando o seu nome em várias obras e projectos culturais, destaca-se à entrada desta mostra, uma pintura em que o autodidacta Miguel Lopes nos trás à memória o desenhador, o pintor, o escultor e o cenógrafo sempre disponível.

Assumindo ter como estilo o realismo, um estilo artístico aliás muito familiar, nesta sua exposição no Furadouro que tem merecido muita curiosidade, destacam-se pinturas com paisagens da ria e do mar e suas gentes, em que sempre está associada a Arte Xávega.

Uma linha de relação com a sua terra e região e as pessoas também esculpidas em madeira, com a figura de “Varina”, “O Arrais”, “Velhinhos à lareira”, “Vendedora de Peixe” e mesmo o “Assador de Peixe”. Mas dos diferentes tipos de madeira, nascem ainda imagens como o “Modelo”, “Oração”, “Gêmeos” ou a primeira escultura produzida pelo Miguel Lopes aos 16 anos, em 1986, com o título “Alimentar o filho”.

O artista natural de Ovar, que nasceu no dia de Natal de 1970, diz que desde muito novo começou a desenhar e aos nove anos de idade já pintado “uns pequenos quadros que para mim hoje são muito grandes”. Aprendizagem em ambiente familiar que lhe permitiu crescer em contacto com as artes plásticas, “perguntando e criando o meu próprio estilo”.

Por isso, conclui, “Sempre me interessei pelo que vejo e pelo que sinto, desde paisagens, modos de vida, gente da minha terra, que são temas que retrato tanto na pintura como na escultura e tento fazê-lo de uma forma real para que todas as pessoas vejam e sintam as minhas obras”.

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