Política

Miguel Viegas quer reposição de areias e análise à lixeira de Maceda

O eurodeputado da CDU Miguel Viegas defendeu hoje urgência na reposição de areias na costa de Ovar, na adoção de soluções alternativas à sobreposição de pedra e um estudo rigoroso dos riscos da erosão na lixeira de Maceda.

No contexto de uma visita de monitorização ao estado da orla costeira desse município e às intervenções aí em curso, o representa da CDU no Parlamento Europeu afirmou que, “apesar de em 2013 se ter anunciado o maior investimento de sempre para as infraestruturas costeiras, o que se verifica é que há situações que continuam a carecer de consolidação”.

“Algumas áreas mereceram uma intervenção de urgência na sequência do mau tempo do ano passado, mas a questão de fundo permanece, que é a de ainda ser necessário procurar uma solução global que não se fique pela reposição e sobreposição de pedra”, defende Miguel Viegas.

O parlamentar realça que o que se gastou nas intervenções realizadas na costa vareia ao longo dos últimos 20 ou 30 anos “era mais do que suficiente para a solução definitiva deste velho problema, que se arrasta há décadas”.

Das duas questões que Miguel Viegas considera mais prementes nesse âmbito, a primeira é relativa à “evolução acelerada” do aluamento de areias na linha de praia.

“As areias são a própria sustentação das infraestruturas de rocha e todos os enrocamentos, esporões e barreiras de pedra que agora estão a ser colocados na costa vão continuar a degradar-se sem elas”, explica. “Se este inverno tivermos as mesmas marés que no ano passado, é natural que a costa de Ovar fique novamente em perigo”, acrescenta.

Para atenuar o problema, Migue Viegas recomenda a deposição dos dragados de areia proveniente do porto de Aveiro nas praias do Furadouro e Cortegaça. “Já estão a fazer isso na Vagueira [no concelho de Vagos], mas deviam replicá-lo também a norte do distrito”, observa.

A segunda questão que o deputado do Parlamento Europeu aponta como “vital e urgente” é a relativa à lixeira de Maceda, que, embora desativada há vários anos, continua a acumular no subsolo todo o lixo aí depositado durante as décadas em que esteve em funcionamento.

“O mar está a cerca de 300 metros da lixeira e é necessário um estudo urgente e rigoroso para se saber que resíduos lá estão e quais os riscos ambientais que a zona enfrenta caso as marés façam aluir essas terras”, alerta Miguel Viegas.

O parlamentar europeu reconhece que a intervenção nessa área tem sido secundarizada relativamente às zonas urbanas da costa vareira, mas declara que chegou a hora de dar prioridade à lixeira, “porque, a médio prazo, poderá dar-se nessa zona uma catástrofe ambiental”.

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