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Opinião

O professor Zé, sempre em pé! – Por Paulo Freitas do Amaral 

A maioria dos professores das escolas portuguesas como tem sido amplamente divulgado pela comunicação social tem uma média de idades acima dos 50 anos e são obrigados em alguns casos a ficarem de pé nos exames nacionais cerca de três horas e meia…
Nas escolas públicas, ao contrário do privado, eu arriscaria a dizer que esta média de idades dos professores é até, bastante mais elevada do que os 50 anos…
Como os meus leitores mais velhos sabem bem, a saúde vai pregando algumas partidas a partir dos 40 anos…algo que aos nossos governantes parecem desconhecer, devido a obrigarem os professores nas provas de âmbito nacional, na maior parte dos casos, a ficarem em pé, cerca de duas horas e meia sem se poderem sentar na sala de aula.
Se falarmos nas provas de Geometria descritiva ou desenho, a situação piora e este tempo em pé poderá ir parar às 3 horas ao que acresce a este período um tempo extta de mais meia hora de tolerância…
Este exame de Geometria descritiva é o exame de âmbito nacional mais temido no sorteio de vigilância por todos os professores,  mesmo os que não padecem de varizes, reumático ou hérnias inguinais…
Entretanto, os radiadores, ar condicionados e pequenos parapeitos das salas de aula vão sofrendo desgaste e “maus tratos” pelos encostos dos professores que fraquejam das pernas e procuram um alívio físico desta obrigatoriedade de carácter quase militar.
Esperemos, pois, que o bom senso deste novo governo seja melhor do que o governo anterior e trate bem os mais “velhos sábios” da nossa sociedade permitindo-lhes ao menos dez minutinhos para descansarem as pernas e as maleitas do seu corpo, muitas vezes também elas adquiridas pelo muito tempo em pé a lecionar…
Paulo Freitas do Amaral 
Professor de História
Secretário-Geral do partido Nova Direita

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