Covid-19

Ovar é o terceiro concelho com mais internados no Hospital da Feira

O Hospital São Sebastião tem hoje internados 88 doentes com covid-19, e, segundo revelou a administração desse equipamento de Santa Maria da Feira, 48 deles deram entrada na unidade desde o passado domingo.

Esses números foram avançados pelo Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV), que, tendo sede na Feira, mas tutelando também dois outros hospitais do distrito de Aveiro, nomeadamente os de São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, serve uma população aproximada de 350.000 utentes, dispersos por vários municípios sob alçada das administrações regionais de saúde do Norte e do Centro.

“Temos 88 internados devido ao novo coronavírus e, desses, 48 deram entrada nos últimos dias, já no mês de novembro”, declara à Lusa fonte oficial do CHEDV.

No mesmo universo de internamentos motivados pelo vírus SARS-CoV-2, “12 doentes estão na Unidade de Cuidados Intensivos”.

Do conjunto dos 88 utentes internados com covid-19, a maioria tem residência no concelho da Feira, seguindo-se habitantes dos municípios de Oliveira de Azeméis e Ovar.

Além da enfermaria específica que o Hospital São Sebastião já tinha reservada para casos relacionados com a pandemia, o que atualmente envolve três alas de internamento “com possibilidade de alargamento a qualquer altura”, a administração do CHEDV também dispõe de uma secção “com 12 camas de cuidados intensivos exclusiva para doentes com covid-19” e igualmente extensível.

Antecipando maiores necessidades, contudo, o hospital adianta: “Está em curso a construção de uma nova unidade de cuidados intermédios, com nove camas, que ficará concluída no final do mês de novembro”.

Quanto ao internamento de utentes com outras patologias, a administração do CHEDV informa que, por uma questão preventiva, já contratualizou camas “para 30 doentes não-covid numa unidade hospitalar privada”, sendo que, “até ao momento, foram transferidos 10 para internamento no exterior”.

No que se refere à realização de cirurgias programadas sob a classificação de não-urgentes, a mesma fonte afirma que os constrangimentos ainda são residuais e afetam “menos de 10% das intervenções previstas”. Já no que concerne às cirurgias oncológicas e urgentes, nesta altura “não enfrentam quaisquer adiamentos ou constrangimentos”. (Lusa)

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