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Pandemia segue com “tendência crescente” / Ovar regista 410 novos casos

O concelho de Ovar registou mais de 400 novos casos nas últimas 24 horas. Nada que não se estivesse a prever. Portugal regista hoje mais 58.131 casos de covid-19 e 43 óbitos provocados pela doença, havendo ainda uma diminuição do número de internados em enfermaria e unidades de cuidados intensivos, de acordo com os dados oficiais.

Segundo o boletim deste sábado do diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS), há hoje menos 17 pessoas internadas em enfermaria, num total de 2.027, e menos oito pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos (UCI), que são agora 154.

O boletim indica também que há hoje mais 26.160 pessoas recuperadas da doença, mas também mais 31.928 casos ativos, o que eleva o total de casos ativos para 454.821.

Aliás, a mais recente relatório de Monitorização das Linhas Vermelhas alerta, esta sexta-feira, para “o rápido aumento de casos” que, apesar da menor gravidade da variante Ómicron, “é expectável um impacto na sociedade em termos de absentismo escolar e laboral”.

De acordo com a análise da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), “o número de novos casos de infeção por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 5.053 casos, com tendência crescente a nível nacional e em todas as regiões”.

O Rt, que na semana passada já apresentava um valor igual ou superior a 1 em todas as regiões, desceu para 1,10 a nível nacional (era de 1,19). Ainda assim, destaque para as regiões Norte e Algarve, “aquelas em que se registou o valor mais elevado – 1,14.

Em sentido inverso está a “mortalidade específica por covid-19 (37,6 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes)”. que apresenta, neste momento, “uma tendência crescente”.

“A variante Ómicron é dominante em Portugal, tendo atingido uma proporção estimada máxima (93%) entre os dias 7-9 de janeiro de 2022″, mas desde esta data “tem-se verificado um decréscimo da proporção de amostras positivas (…) possivelmente relacionado com a entrada em circulação da linhagem BA.2 (também classificada como Ómicron pela OMS)”, destaca o relatório da DGS e do INSA.

Tendo em conta esta análise dos diferentes indicadores constata-se que a atividade epidémica de SARS-CoV-2 segue com uma “intensidade muito elevada, com tendência crescente a nível nacional” e com impacto “elevado” nos serviços de saúde e na mortalidade.

Mais, pode ler-se no relatório, “dado o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a provável menor gravidade da variante Ómicron, é expectável impacto na sociedade em termos de absentismo escolar e laboral“, pelo que se recomenda “a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço“.

A este propósito, o relatório salienta ainda que “as pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento 2 a 5 vezes menor do que as pessoas não vacinadas” e “um risco de morte 3 a 6 vezes menor do que as pessoas não vacinadas”. E, na população com 80 e mais anos, uma das faixas etárias de risco, “a dose de reforço reduziu o risco de morte (…) para quase seis vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo”.

 

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