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“Pão-de-Ló de Ovar is my absolute favourite”

Jeremiah Duarte, popular “Pastry Chef” norte-americano, esteve em Portugal, no início de Fevereiro, para contactar e aprender mais sobre a doçaria nacional. E, claro, veio a Ovar conhecer o melhor Pão-de-Ló do país. A partir de um amigo em comum, Jeremiah chegou ao Pão-de-Ló Cruz.

Sandra Cruz, proprietária do Pão-de-Ló Cruz, conta que “ele passou um dia connosco, dei-lhe a receita e algumas dicas, e no final ainda lhe ofereci um Pão-de-Ló para ele levar”. “Foi muito simpático da parte dele ter vindo cá”, diz Sandra, recordando que “mal provou o que lhe demos, enviou-me um SMS a dizer que era divinal e o melhor doce que já tinha provado na vida”.

Aliás, nas redes sociais, onde tem muitos milhares de seguidores, Jeremiah diz que o Pão-de-Ló de Ovar “is my absolute favourite”, mostrando-se maravilhado com a arte de Carlos e Sandra Cruz na transformação de ovos, açúcar e farinha em algo tão delicioso.

Tal como o nome deixa antever, Jeremiah Duarte nasceu numa família americana descendente de portugueses e, além disso, louca por sobremesas. Cresceu com o sabor da cozinha lusa sempre por perto, até que, após a sua primeira viagem a Portugal, se viria a apaixonar definitivamente pelas tradições da doçaria nacional.

Em 2016, quando surgiu no «The Great American Baking Show», do canal norte-americano ABC, o facto de ter confeccionado muitas receitas portuguesas só causou surpresa a quem não o conhecia. Chegou longe nessa competição numa experiência que viria a colocá-lo no radar da cozinha portuguesa no mundo, em especial no que toca a receitas de doçaria. Colaborou e criou receitas para muitas empresas e restaurantes portugueses e americanos.

O passado de Jeremiah está também ligado à música. Frequentou a mundialmente famosa Juilliard School e actuou como flautista de orquestra por todo o mundo. Actualmente, reside em Sacramento, Califórnia, onde cria abelhas, ensina música e, claro, faz sobremesas portuguesas.

Indesmentível é o facto de um doce secular, de receita inalterada, continuar a conquistar paladares (até os mais exigentes!) pelo mundo inteiro. Lembre-se que já por volta de 1700, o famoso doce ovarense era ofertado aos pregadores sacros e figurantes que visitavam a então vila, por ocasião da Páscoa, para tomar parte nas procissões e outras manifestações quaresmais.

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