Política

PCP: Jerónimo de Sousa exige medidas excepcionais para a pesca da sardinha

Ontem à noite, o secretário-geral do PCP reclamou do Governo medidas excecionais que permitam prolongar o período legal de pesca da sardinha. Num comício em Esmoriz, no concelho de Ovar, Jerónimo de Sousa afirmou: “A não existir qualquer alteração, amanhã [sábado] terminará o período da captura da sardinha no país, com as dramáticas consequências que tal situação irá impor a mais de 2.000 pescadores e a cerca de 150 embarcações”.

Defendendo que essa é uma “expressão concreta da política de abandono da produção nacional”, o líder dos comunistas recordou que, “das mais de 50.000 toneladas que eram capturadas há não muitos anos atrás, atualmente Portugal está limitado a pescar pouco mais de 31.000, sendo que, só para a indústria conserveira, seriam necessárias mais de 30.000”.

Dada essa evolução, Jerónimo de Sousa reclamou: “No imediato, e dada a situação de urgência que está criada, o PCP exige do Governo medidas excecionais que alarguem quer o período quer a quantidade capturada, possibilitando aos nossos pescadores a sua ida ao mar”.

O secretário-geral do PCP insiste que o Estado tem que proceder a uma real monitorização do ‘stock’ das espécies pescadas em águas portuguesas, mas reconheceu que, também “fruto da política de abandono das estruturas políticas públicas, o país não tem hoje essa capacidade”.

Para Jerónimo de Sousa, o reforço desses mecanismos de controlo beneficiaria o setor da pesca, criando emprego e diminuindo a dependência nacional em relação ao fornecimento externo.

“São medidas urgentes que requerem ainda a fixação de outros critérios e apoios que compensem os longos períodos de paragem que levam muitos homens do mar a uma situação de grandes dificuldades e miséria”, declarou o líder comunista, realçando “a enorme hipocrisia dos membros do Governo e até do Presidente da República” nesta matéria.

“Ao mesmo tempo que andam aí em grandes ações de propaganda, falando da economia do mar ou da economia azul, nada fazem para defender este setor produtivo”, concluiu.

Com Lusa
Foto: Tiago Vieira

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