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Pedro Dias com ligações a delitos em Ovar

Agora que a investigação vai avançando, sabe-se que a saga de Pedro Dias, o suspeito dos homicídios de Aguiar da Beira, também passou por Ovar. Na madrugada de 27 de julho de 2011, foi apreendida uma Toyota Hilux, veículo suspeito de estar envolvido numa situação de furto de gasóleo.

Nessa madrugada, a GNR de Ovar abordou o veículo, tendo encontrado, no seu interior, Manuel Silva a dormir. O homem, talvez ainda meio ensonado, disse aos militares que se encontrava naquele local, porque tinha sido levado “pelo sr. Pedro”, que “apenas sabe” residir no centro de Arouca, tendo-o “conhecido através do cunhado”.

Dias mais tarde, Manuel Silva prestou depoimento na GNR, repetindo que tinha acompanhado Pedro Dias para furtar 20 litros de gasóleo. O companheiro de Manuel, segundo o relato deste, “levou o veículo para as traseiras de um prédio e saiu com dois bidões e uma mangueira em direção de um trator pesado”.

O auto termina assim: “O declarante disse ter adormecido e apenas acordado quando foi interpelado pela patrulha da Guarda.”

Como o proprietário do trator declarou desistir da queixa, o Ministério Público de Ovar arquivou o processo. O de Arouca seguiu-lhe o caminho, apesar da insistência investigatória da GNR, que pediu elementos a duas operadoras de telecomunicações sobre dois telemóveis que se encontravam dentro da Toyota. A Vodafone respondeu que o aparelho a si associado foi carregado quatro vezes no dia seguinte ao furto.

Mas não é só. Há cerca de dois anos, uma arma caçadeira e várias munições foram apreendidas pela PSP de Ovar.

Esta apreensão aconteceu em consequência da detenção de dois indivíduos, residentes em Pardilhó, Estarreja, que estariam a transportar fardos de palha furtados.

Depois de mandados parar e ao ser efectuada uma revista à carrinha em que seguiam foi detectada no interior uma pistola caçadeira devidamente carregada, pronta a disparar, e diversos cartuchos (munições).

Na investigação posterior efectuada veio a verificar-se que a arma se encontrava registada em nome de Pedro João Dias. Em tribunal, os dois homens terão alegado que a arma lhes foi entregue para ser guardada enquanto o legítimo proprietário se encontrava em África.

Na ocasião, a arma foi apreendida por ordem do tribunal, desconhecendo-se se foi, ou não, devolvida mais tarde ao agora suspeito de homicídio.

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