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Quando as máscaras são as “caretas” dos donos

Era uma ideia que gravitava na cidade, entre os mais antigos foliões do Carnaval: Porque não retomar e actualizar a antiga tradição de decorar as varandas com as tradicionais caretas gigantes de Ovar?

Em 2021, na impossibilidade de realizar o Carnaval habitual, o Município decidiu mandar fazer duas centenas de máscaras para disponibilizar à população. Primeiro para os grupos e escolas de samba e depois para o público em geral, no sentido deste as pintarem ou decorarem a seu gosto.

“Com olhos grandes ou pequenos, com dentes ou sem dentes…. Cabeludas ou carecas…homem ou mulher…não há limites para a criatividade e fantasia”, lia-se no convite municipal.

Os vareiros pegaram na ideia e, como não podia deixar de ser, adaptaram-na à sua maneira, de modo que quando se passa por uma das muitas varandas decoradas pode ter-se um vislumbre de quem habita na respectiva residência.

Na Rua Dr. José Falcão, o chapéu alentejano que decora a “careta” denuncia que o morador é um antigo folião dos corsos, actual militante da folia do lado de fora. Na Rua Alexandre Herculano, Teresa Peralta homenageou o grande amigo que foi o Rei Matos. Nem as urtigas faltam.

Há mais, mas é preciso encontrá-las e tentar adivinhar – também neste capítulo, quem está por trás e ver que “bate a cara com a careta”.

Mesmo assim, há quem questione que a iniciativa tenha arrancado num ano como este, em que não há festejos de Carnaval e, devido ao confinamento, à cidade não virão os milhares de forasteiros do costume.

 

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