Opinião

Reposição de verdade histórica – Carlos Camoesas

Placa comemorativa do corte das Videiras em Válega

Do dia fatídico e dos mártires que pereceram não vou aqui falar, já muito se disse e escreveu. Existe porém um grave problema que persiste incrustado a metal numa placa de pedra no centro da Vila de Válega e que passa uma informação ERRADA a quem a lê.
À atenção da Junta de Freguesia de Válega,
Há vários anos que me venho manifestando de viva voz e também por escrito mas, o facto é que, a placa comemorativa no centro da Vila, passa às gerações futuras e a quem nos visita, uma inverdade histórica, fazendo crer que os Militares (Forças Armadas) dispararam contra o povo indefeso causando duas mortes! A Força Aérea não foi certamente, ainda não tinha nascido e, também não foi o Exército nem a Armada pois, a Força da GNR (de cavalaria, segundo sei) destacada para Válega, foi ordenada pelo Governador Civil de Aveiro que, não tinha nem tem, autoridade para Comandar Militares (Forças Armadas), na altura (1939) sob a alçada do “Ministro da Guerra”.
Acontece que nunca, repito nunca, os Militares em Portugal dispararam contra povo indefeso como é sabido mas, por algum motivo que desconheço, a placa de pedra que deveria referir “Força da GNR”, contém: “Força Militar”.
Sim, é verdade que a GNR também é uma Força Militar mas, quando se utiliza apenas “Militar” a referência é às Forças Armadas, quando a referência é à GNR deve-se utilizar Militar da GNR. Até porque estão sob a alçada de Ministérios diferentes; GNR da Administração Interna e, Forças Armadas da Defesa.
Não serve de desculpa para a não reposição da verdade dos factos na placa, nem a dificuldade nem o orçamento para proceder à correcção; Basta retirar apenas uma palavra (militar) e incrustar no mesmo espaço 5 letras (DA GNR). Talvez uma ou duas horas de trabalho, cinco letras metálicas e um tubinho de adesivo químico… Ainda faltam 13 dias (para a efeméride dos 82 anos da ocorrência), muito mais do que o necessário e suficiente.
SÓ POR UMA QUESTÃO DE VERDADE HISTÓRICA!
Carlos Camoesas, 2 de Maio de 2021

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