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Último doente deixa o Anjo D’Ovar

Estrutura encerra hoje mas equipamento fica em quarentena

O último doente do Hospital Anjo d’Ovar é hoje transferido, uma vez que a estrutura começou a ser desmantelada nesta sexta-feira. O equipamento vai ficar em “quarentena” e será mais tarde removido e distribuído por diversas instituições de acordo com critérios ainda por estabelecer.

“Inicialmente, estávamos receosos e ficamos a pensar que 64 camas não seria suficiente”, recordou Júlia Oliveira, directora do hospital que funcionou na Arena Dolce Vita e acolheu 26 doentes .

O presidente da Câmara Municipal recorda que “Hospital nasceu da iniciativa do nosso Gabinete de Crise com o propósito de dar resposta às necessidades previstas de tratamento de doentes Covid-19” e a agradece “a todos sem excepção, pessoas e instituições que o tornaram possível nas mais diversas funções e das mais variadas formas”.

A previsão inicial era que se mantivesse operacional até fim de junho, pelo que os enfermeiros recrutados a prazo manter-se-ão em funções no Hospital Dr. Francisco Zagalo até final dos respectivos contratos de quatro meses e os 15 médicos que reforçaram a equipa durante a pandemia cessarão funções mais rapidamente, uma vez que “optaram por contratos de prestação de serviços”.

Os custos de toda essa operação ainda estão a ser apurados, até porque há contratos que, devido à desmontagem da enfermaria provisória antes da data inicialmente prevista, estão agora a ser renegociados com fornecedores de serviços como lavandaria e recolha de resíduos.

O hospital de campanha de Ovar, ou Anjo d’Ovar, criado para receber doentes com covid-19, entrou em funcionamento no passado dia 13 de abril e foi montado pela Câmara Municipal com o apoio de diversas entidades locais ligadas à Protecção Civil, o envolvimento inicial do Instituto Nacional de Emergência Médica e o apoio técnico do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga e da Administração Regional de Saúde do Centro.

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