Política

Vereadores socialistas votaram contra relatório e contas

Artur Duarte e Fátima Bento votaram contra as contas do executivo apresentadas em reunião de câmara.

Os dois vereadores do PS apontam que a Câmara “executou apenas 45,4% do investimento programado. Os aumentos dos saldos bancários correspondem a uma não execução de investimentos e de apoios à economia local. Se nada se faz, é natural que se acumule e que se gaste apenas para alimentar a máquina”.

Criticam a organização de uma Câmara que, dizem, lhes disponibiliza a documentação fora do prazo e “sem assinatura comprovativa da certificação legal de contas”.

“O anúncio efusivo do senhor presidente, que pregava a boa-nova da Câmara ter um orçamento de 44,134 milhões de euros, foi uma montanha que pariu um rato”, pois ficámos um terço abaixo do objectivo, nos 29,713 milhões”, referem.

Entre os exemplos apontados pelo PS estão o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, no qual a execução se ficou pelos 29,6%, o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial, que se limitou a 37,8%, e o orçamento participativo (27,3%).

Os socialistas analisam ainda despesas no Ambiente e Proteção da Natureza, que sofreram um corte de 303 mil euros, na Cultura, que foi diminuída em 532 mil euros, e na Educação, que foi reduzida em 621 mil euros.

Especificamente quanto ao segundo mandato da gestão de Salvador Malheiro, o balanço dos autarcas socialistas é que “o investimento médio anual dos últimos três anos deste executivo cifra-se em 6,276 milhões de euros, o que está abaixo dos 8,33 do mandato anterior e dos 13,11 investidos em média no mandato do presidente Manuel Oliveira [do PS]”.

A pandemia é transversal aos documentos, mas os eleitos socialistas criticam “uns protagonistas a tentar tirar partido mediático da situação cumprindo outros objectivos que não a missão para que diziam estar tão empenhados”.

 

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