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“Vesúvios” do centro da cidade provocam quedas aos peões

Antes de mais, convém explicar que o “vesúvio” pretende ser dissuasor e resolver o problema da invasão ilícita dos passeios públicos por veículos automóveis, sem imporem uma presença excessiva quer formal, quer física, propondo-se a face rampeada para o lado praticável por peões e a aresta mais agressiva para o lado do trânsito mecânico.

Em Ovar, são simplesmente chamados de “mecos” e são peças do mobiliário urbano instalado na Rua Manuel Arala, na requalificação do centro, no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.

Sucede que estas peças se têm revelado verdadeiras armadilhas, em especial para a população mais envelhecida, repetindo-se frequentemente relatos de pessoas que tropeçam a caem, ficando em alguns casos maltratadas e a necessitar de tratamento médico.

Um dos vários relatos conhecidos aconteceu no passado dia 29 de agosto, junto à entrada do Aqua Hotel, refere que uma senhora tropeçou num dos “mecos” e caiu desamparada no passeio. Não foi possível verificar as consequências da queda, mas a vítima apresentava fortes dores na omoplata. Neste local, populares garantem que as quedas pedonais sucedem-se.

Poucos dias depois, junto ao Chafariz Neptuno, na mesma rua Elias Garcia, uma jovem que seguia com o namorado, ao desviar-se de outro grupo de pessoas que vinha em sentido contrário, também “esbarrou” inadvertidamente com um dos mecos, caindo para o lado da rua, sujeita a ser atropelada pelas viaturas que seguem na estrada.

Estes e outros já relatos chegaram à Câmara Municipal de Ovar que, a propósito, recorda que esta é uma obra integrada no PEDU que visa qualificar o centro urbano, designadamente para privilegiar os espaços para os peões.

O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, nesse contexto, recua no tempo para recordar que “o projecto que definia todos os materiais e mobiliário urbano a utilizar foi apresentado e aprovado, por unanimidade, pelo executivo”.

“Estamos satisfeitos com a obra”, sublinha, “mas sendo uma obra comparticipada a 85% por fundos europeus, tudo o que sejam alterações ao projecto não são pacíficas nos primeiros anos após a sua recepção”.

Mesmo não querendo colocar em causa o financiamento, o autarca diz que “é claro que somos sensíveis ao que se passa e temos que saber que as pessoas estão em primeiro lugar”.

Apesar dos “mecos serem equipamentos homologados, respeitarem todas as regras de segurança e de termos tudo isso acautelado, a verdade é que temos recebido relatos de pessoas que têm caído na via e não queremos que isso aconteça”.

Assim, o presidente vareiro pretende minimizar o que está a acontecer adiantando que vai tomar algumas medidas que “pode passar pela retirada de alguns desses mecos em sítios mais críticos, por outro lado, e por outro, estamos a ponderar a colocação de pequenas floreiras ou vasos, que permitam a manutenção dos mecos mas que funcionem enquanto obstáculo bem visível que solucione o problema”.

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