Opinião

Ainda o Lugar da Marinha – Mário Rui Natária

Nada me move pessoalmente contra este executivo camarário mas já não é novidade nenhuma que o acho fraquinho.

E aqui deixo uma mensagem aberta para quem manda e para quem pensa em mandar: Tenham a humildade de ouvir e, quando se tratar do interesse da nossa Terra, reúnam as sinergias todas e ponham-se ao lado das populações. Não para baralhar, enganar, pedir votos e, sobretudo, quando assumirem compromissos tangíveis, “esfarrapem-se” por eles… Porque dizer que houve um edital afixado ou que a obra é da CIRA ou de outra coisa qualquer, nunca deve ser um meio para não “se esfarraparem”.

E convém lembrar: quem esteve na NADO – Náutica Desportiva Ovarense, no dia pomposo e bem frequentado da apresentação desta “saga” da Ria – Canal de Ovar, ficou com esperança de algo que só com muito “barulho” lá vai, abrangendo mais qualquer coisita e até um estaleiro mais ou menos apresentável.

Mas aqui a Câmara Municipal de Ovar, que é quem nos representa, FALHOU mais uma vez nestas obras no nosso território! As entidades como a CIRA (que por sinal o presidente Salvador Malheiro tem assento de peso) e outras, devem nutrir pelas Câmaras com quem articulam projectos, o mínimo de respeito e brio nas empreitadas.

Sendo que as câmaras, independentemente de a obra não ser sua, devem acompanhar as mesmas, com seriedade e sentido de missão. Sentido esse que tem simplesmente como base a premissa de que o dinheiro gasto é bem empregue e com hipóteses de continuação do projecto, quando for caso disso.

Não vos vou pedir desculpa pelo que vou dizer no sentido de que vos pode parecer falta de humildade, mas não é. Cá vai: nestes últimos anos e motivado por aquilo que acho ser um Executivo fraquinho, tenho feito um “trabalho de sapa” sobre a Gestão de uma Câmara Municipal, e neste caso, da nossa.

Desde o organograma, à interligação funcional entre divisões, à organização transparente entre as mesmas, ao aproveitamento das melhores peças (profissionalmente) nos sítios mais expostos e exigentes, enfim, é preciso uma “revolução” organizacional pacífica e urgente, que pode ser implementada para passarmos a servir as populações em toda a sua plenitude, com o bem-estar interno inerente e, sobretudo, acabar com o servilismo bacoco.

Mário Rui Natária
Ovar

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