Diana Niepce dança para reconstruir o seu eu
Espectáculo "Anda, Diana" estreia hoje em Lisboa
Em “Anda, Diana”, a bailarina e acrobata retrata a reconstrução do seu eu
Interessa-me desmistificar o que é isso de um corpo frágil ou forte”,crac“De repente o meu corpo desligou, mas hoje já consigo comer sozinha, ir da cadeira para o sofá, dar um passo.” Cada pequeno momento é uma vitória.Ninguém é perfeito. E a sociedade está pouco preparada para lidar com as incapacidades de mobilidade. Ainda somos muito excluídos da sociedade”.Quero falar do que escondemos. Não existi quase toda a minha vida por culpa da crença de ter de existir num corpo que não era o meu. Vou parar de pedir desculpa ao policiamento da norma, que destrói tudo que difere dela própria. Não sou incompleta. Quero parar esta violação da minha intimidade e ninguém me dirá como ser. Deixei de procurar o meu corpo no corpo do outro e encontrei-me com o outro. No trato secreto que faz do meu corpo um contador de histórias, encontrei o sentido do seu estado íntimo e real”.Para ver a partir desta terça-feira no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa.




