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Dono da Castro Electrónica sai em liberdade após pagar caução de 100 mil euros

Filipe Castro, proprietário da Castro Electrónica, saiu em liberdade mediante o pagamento de uma caução de 100 mil euros, no âmbito da Operação Hermes, a prestar no prazo de 15 dias. Terá também de apresentar-se semanalmente no posto policial da área de residência e está proibido de contactar os outros três arguidos.



Para Walid Ali, foi fixada uma caução de 75 mil euros, igualmente com prazo de 15 dias, apresentações semanais e proibição de contacto com os restantes suspeitos.

Já Ricardo Cerqueira terá de prestar uma caução de 50 mil euros, além de se apresentar semanalmente às autoridades e de não contactar os outros arguidos.

Além da Castro Eletrónica, a ICase, de São João da Madeira e a Plenitudeangular, de Oliveira de Azeméis, estão alegadamente envolvidos no “Carrossel do IVA”.

No total, 11 dos 25 arguidos que se encontravam detidos ficaram em prisão preventiva. A medida tinha sido requerida pelo Ministério Público para esses mesmos 11 arguidos e foi aceite pela juíza de instrução.

Os quatro arguidos de Braga foram libertados. Rui Dinis, proprietário da Líder Sofás, ficou obrigado a apresentar-se quinzenalmente, à segunda-feira, no posto policial da área da residência. A decisão judicial não prevê, para este arguido, uma caução ou uma proibição de contactos com os restantes suspeitos.

A Operação Hermes investiga suspeitas de fraude fiscal associadas ao chamado «carrossel do IVA», através de uma cadeia de empresas envolvidas na comercialização de telemóveis e equipamentos eletrónicos. A investigação é coordenada pela Procuradoria Europeia e abrange diligências realizadas em vários países.

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