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Opinião

É abril, mas a democracia não é uma mercearia!

A madrugada não chegou hoje inteira e limpa a Ovar.

No dia em que celebramos a liberdade, é preciso lembrar que o PSD tem um acordo com o AGIR, forjado à socapa de uns e de outros. AGIR, um partido ou estrutura ou plataforma que nem dentro de si se entende.




É tudo mau neste negócio de mercearia política de lesa democracia. Em primeiro lugar, traem-se os eleitores porque esta coligação não foi a votos. Em segundo lugar, o PSD manda às malvas os seus princípios para poder comprar um voto. Em terceiro lugar, o AGIR abdica de criticar o poder, para poder partilhar um pelouro de lentilhas (?).

Enfim, o eleitorado foi supinamente ignorado, nem ouvido nem achado: uma humilhação e um enxovalho. Usado e abusado.

Já não bastavam as partes gagas, as faltas de respeito para com a população, a patente inépcia ou as opções erradíssimas, temos esta decisão política que é um insulto à democracia, à memória de Sá Carneiro, e ao legado de respeito pela oposição de José Macedo Fragateiro (preso político durante o regime do Estado Novo devido aos seus ideais democráticos).

Há quem tenha dificuldade em perceber que o exercício do poder democrático não é um poder autocrático. E não é por se apregoar que “fazemos das ruas o principal palco e de todos os vareiros protagonistas. Juntos, celebramos 25 de abril em comunidade” que se consagra Abril. Isto é só e apenas uma frase oca e gasta no FESTA que se repete para tudo.

Um voto a mais ou um voto a menos não resolve a incompetência substantiva das decisões e nunca silenciará os democratas. A democracia não é uma mercearia.

Viva o 25 de Abril !
Viva a democracia!
Viva a liberdade!

O Lobo Mau (autor devidamente identificado)

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