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Política

Ana Marta Matos recandidata-se Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas

No próximo dia 19 de junho, irão realizar-se as eleições internas da Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos de Aveiro.

A este propósito, a ovarense Ana Marta Matos (que desempenha atualmente funções como membro eleito pelo Partido Socialista, na Assembleia Municipal de Ovar), adiantou que vai avançar com a sua recandidatura à presidência da referida Estrutura Federativa, sob o mote “Porque o FUTURO importa, vamos fazer a diferença”.

Ana Matos encara esta recandidatura “com sentido de responsabilidade e de compromisso, tendo por objetivo consolidar a coesão da Estrutura Federativa, sem deixar de procurar contribuir para o seu crescimento”. 
No seu entender  “a Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas de Aveiro pode e deve continuar a dar o seu contributo na sociedade civil”, no entanto, ressalva que “prosseguir com este desiderato é algo que depende de um conjunto de pessoas dos dezanove concelhos que compõem este distrito, e não de uma pessoa apenas”. “Fazemos parte de um distrito que está dotado de mulheres muito empoderadas em setores como a  justiça, o turismo, a educação, a ciência, a tecnologia, a proteção civil, o empreendedorismo, do setor artístico, entre muitas outras áreas”.
Mas não são apenas estas mulheres que merecem o seu reconhecimento. “Não podemos esquecer das nossas operárias, das nossas trabalhadoras  do setor do peixe ou da agricultura, bem como, daquelas que fazem das limpezas a sua profissão, assim como, das nossas cuidadoras”.
Apesar dos avanços significativos, “estas mulheres ainda enfrentam desafios muito sérios, como a disparidade salarial, a conciliação entre a vida profissional e pessoal e a representatividade nos cargos de liderança”.
Mas os desafios não se ficam por aqui, diz Ana Matos. “Não nos esqueçamos do elevado índice de  violência doméstica praticado contra estas (sem menosprezar que a violência doméstica não é e nunca será apenas contra mulheres), bem como, da falta de representatividade política e da dupla jornada de trabalho, que muitas vezes as onera e as sobrecarrega”.
“A minha ligação ao Partido Socialista vem desde cedo, no entanto, reconheço que mais do que ser militante e estar ligada a um partido político, o que me move é o sentido de justiça e o poder fazer algo por quem me rodeia”.
Os partidos dão-nos essa possibilidade, pois então que o façamos de forma consciente e abnegada. Reconheço que vivemos tempos de grande agitação social e descredibilização da política, mas há um fator importante que também devemos ter presente: na política, como na vida, não somos todos iguais. E ainda bem!”
“Quem me conhece, desde jovem, sabe que continuei a ter a mesma forma de ser e de estar na vida, nomeadamente, com a mesma entrega às coisas em que acredito, com os meus defeitos e virtudes, mas sempre procurando fazê-lo em prol do bem-estar de quem me rodeia”.
Para o próximo mandato, a recandidata propõe que se continue a apostar na “participação e na capacitação”, bem como no “fortalecimento do diálogo intergeracional e na amplificação da realização de iniciativas com a participação da sociedade civil”. Por fim, salienta: “há muito trabalho a fazer, mas acredito que é possível fazer a diferença”.

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