Opinião

Falar da Barrinha – Florindo Pinto

Sim, falar da Barrinha, muitos são aqueles que o fazem. Uns, os que muito ou pouco podem fazer pela recuperação da”coisa”, em tempos de conveniência, prometem a sua recuperação. Outros, por que sabem que o recuperar da “coisa” não é com eles, em termos oficiais e monetários, apontam o dedo, acusam e esquecem que, também eles, já prometeram.

É a linguagem dos políticos. Lamentável é que a “conversa da treta”, nos seja impingida, frequentemente, por políticos cá do burgo.
Nós, somos daqueles que “ouvem mal” e já não acreditamos naquilo que vai sendo dito. Registamos, vamos “lamentando” e reprovando certos comportamentos, enquanto não aparecer “obra feita”, que passará pela limpeza de “promessas” que atulham aquele espaço.

Vasculhando nos arquivos, recuperamos um escrito do ano de 1993, da responsabilidade de um professor e de alunos de escola, que, pela sua idade, serão, por certo, representativos desta geração. Mas, antes deles, muitos já “clamaram” e viveram o desencanto. Tem sido assim e não se vislumbra alteração séria por que estamos no “cu do mundo” por obra e graça de quem nos colocou na área metropolitano de Aveiro, com o Porto aqui tão perto e que “olha” e acompanha os anseios das freguesias vizinhas a norte e a nascente.

O “triste fado da Barrinha”, tem sido acompanhado, em noites de luar, por tocadores da guitarra portuguesa, que se fazem ouvir em tom melancólico e bem triste. São os representantes do povo.

Mas, já foram ouvidos sons de esperança política, – o costume -. Até já tivemos uma sessão de “guterradas”, que chegaram do “ar”, com promessas e mais promessas e com o acenar com milhões, muitos milhões de escudos. Por onde andarão esses milhões!!!

E se de obras se fala, recordamos o Esmorizense José de Sá Ferreira que “alerta” de forma pertinente: “temos ainda a questão da defesa dos direitos de propriedade, que pode levar as pessoas de bom coração às situações mais iníquas”.

Será que os responsáveis pela “promessa” de feitura de obra, já se debruçaram sobre o assunto: limites da Barrinha e “ocupações” de espaços? É preciso que se saiba onde a “Barrinha acabava e a terra começava”. Os autarcas, estão interessados em defender o que é público?

Esperemos que o servir nas “autarquias”, não se tenha transformado em um simples “emprego” sem a competência para zelar por tudo aquilo que é de todos.

Florindo Pinto

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao Topo