Os Mártires das Videiras – Por Pedro Nuno

Enquanto uns andavam em cima dos assuntos mais pertinentes e fulcrais para o bem-estar da sociedade nacional, como proibir burcas, bandeiras LGBT e “encostar” os transsexuais à parede, outros homenageavam quem lutou pela liberdade e pela qualidade de vida, essencialmente dos mais desfavorecidos.
O PCP evocou os “mártires da videira”, almas batalhadoras de quem ousou, e bem, levantar a voz contra o regime salazarento.
Válega tornou-se um farol para a liberdade.
Estávamos em maio de 1939. O Estado Novo havia proibido estupidamente a plantação de videiras americanas.
A população de Válega insurgiu-se contra a medida. A GNR, a mando do governador de Aveiro, abriu fogo à descarada sobre a firmeza popular.
Dois mortos, vários feridos e um punhado de pessoas presas foi o resultado final de tão cobarde acção.
Para que não caiam no esquecimento, obrigado, PCP!
Pedro Nuno




