Saúde

Hospital de São Sebastião recupera 86% das cirurgias e regressa à normalidade

O Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga retomou a normalização da sua actividade assistencial, garantindo um regresso gradual e ordenado à normalidade e iniciou a recuperação da sua actividade cirúrgica, aquela que foi mais afectada pela pandemia. Até ao momento já foram realizadas cerca de  86% do total de cirurgias canceladas por força da pandemia de covid-19.

Das 1.940 cirurgias que tiveram de ser canceladas desde março de 2020 devido à pandemia, o CHEDV já conseguiu realizar 1.667 cirurgias, tendo reagendado as restantes 273, cirurgias não urgentes, para os próximos 2 meses. As especialidades mais afetadas foram na cirurgia convencional a Ortopedia e na cirurgia de ambulatório a Oftalmologia.

Mesmo com o reforço e a afectação de recursos para dar resposta aos doentes Covid-19, o CHEDV garantiu sempre a resposta assistencial a doentes com outras patologias, cumprindo os planos cirúrgicos relativos às cirurgias urgentes e oncológicas. No ano de 2020 o CHEDV realizou um total de 13.511 cirurgias, menos 1.232 face a 2019.

A actividade relativa à Consulta Externa foi menos afectada pela pandemia, tendo inclusivamente havido uma redução da lista de espera para consulta com redução dos tempos de espera. Neste momento a Lista de Espera para Consulta, referenciada pelos cuidados de saúde primários tem 5.765 consultas, das quais 89% estão dentro do tempo máximo de resposta garantido, um valor que tem melhorado.

Este regresso à normalidade, é possível graças à diminuição do número de utentes atendidos e internados com Covid-19, possibilitando assim que o CHEDV já se encontre num ritmo de trabalho próximo daquele que se verificava antes da pandemia. Apesar deste regresso à normalidade, o CHEDV mantém disponíveis e preparados todos os meios do Plano de Contingência Covid-19.

Para Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração do CHEDV: “Ao longo do último ano temos vivido grandes desafios para responder às necessidades da população desta região que registaram maior incidência de Covid-19. O esforço de salvar vidas obrigou-nos a concentrar esforços nestes doentes, o que limitou a capacidade de resposta para outros, com maior prejuízo para os que aguardavam cirurgia. Neste momento é hora de recuperar essa actividade e estamos muito empenhados, com os nossos serviços cirúrgicos nesse esforço, acreditando que o conseguiremos fazer até ao final do primeiro semestre deste ano”.

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