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Movimento cívico diz que hospital poderá ter serviço especial para urgências

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O Movimento Cívico de Cidadãos em Prol dos Serviços de Saúde do Concelho de Ovar (MCCPSSCO) anunciou que o Governo estará a considerar abrir um serviço especial de 24 horas para atender casos urgentes no Hospital Dr. Francisco Zagalo.

Em comunicado, o grupo de cidadãos diz que o hospital ovarense poderá “vir a incluir um atendimento que, mesmo que não venha a ser designado por ‘serviço de urgência’, permitirá a prestação de um serviço de saúde alargado para casos urgentes e por 24 horas”, com base no projecto do grupo de trabalho criado pela Secretaria de Estado da Saúde para analisar a prestação dos cuidados na região de Aveiro.

No mesmo documento, o movimento afirma que “é reconhecido pelo ministério da Saúde que o Bloco Operatório do Hospital de Ovar necessita de obras de reabilitação e modernização”, mas revela que a Secretaria de Estado da Saúde não avançará com o projecto antes de 2019.

“Fomos esclarecidos que a obra do bloco operatório só não está executada, ou em concurso, porque não foi incluída no mapeamento da Comunidade Intermunicipal da Ria de Aveiro, mas que o ministério da Saúde está a trabalhar de forma a que ela seja uma realidade no próximo ano”, diz o movimento.

“Foi-nos garantido que já estão a trabalhar no alargamento das valências e que, na hipótese de não vir a ser implementado o novo projecto ou de ele se tornar inviável, qualquer ligação a um centro hospitalar nunca será ao do Baixo-Vouga, em Aveiro, mas sim às unidades da Feira e Gaia”, acrescenta.

O MCCPSSCO insiste, por isso, que “é imperioso que aquelas obras sejam realizadas com brevidade, tendo em conta que elas são necessárias e urgentes, independentemente do modelo de gestão que vier a ser adoptado para o hospital”.

Reclama também “o aumento significativo da oferta em novas especialidades médicas, de forma a dar resposta às reais necessidades da população do concelho”.

“Queremos acreditar que o projeto que está a ser executado, além de inovador, poderá proporcionar um melhor serviço de saúde às populações de Ovar e de parte dos concelhos vizinhos, como Estarreja e Murtosa”, defende o movimento.

Apesar disso, considera “legítimo colocar em dúvida a exequibilidade de um projeto que, face às circunstâncias conhecidas no que respeita às finanças públicas, parece desajustado da realidade local e nacional”.

Nessa perspetiva, o movimento quer conhecer “previamente qual o destino e forma de gestão do hospital de Ovar, para o caso de o projeto não vir a ser implementado ou não ter o sucesso desejado”.

O movimento defende ainda a necessidade de uma Urgência “que rentabilize o Serviço de Imagiologia e o Laboratório de Análises” da unidade de Ovar e que “resolva as situações ou assegure que o doente seja correta e seguramente triado antes de ser encaminhado para o hospital de referência” na região.

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