Válega entrou na máquina do tempo e assinalou os 512 anos da atribuição do Foral Manuelino a Pereira Jusã, reunindo a comunidade em torno da nossa história, cultura e tradições.
O programa contou com o Cortejo Histórico e a leitura de um excerto da Carta de Foral, seguindo-se momentos de animação e recriação histórica com as Danças Medievais da Companhia Vareira, a atuação do Grupo Trovas d’Amigo, o espetáculo do malabarista de fogo Tatsuya, a interpretação por Andreia Lopes de um excerto do Pranto de Maria Parda, de Gil Vicente, e a dramatização da peça “Lavadeiras da Ribeira” pelos Amigos do Antigo Concelho de Pereira Jusã.
A cerimónia ficou ainda marcada pelas intervenções das entidades presentes, reforçando a importância de preservar e valorizar o legado histórico de Pereira Jusã.
“512 anos depois, a história continua viva através da memória, da cultura e das pessoas que a mantêm presente”, comentou Raul Teixeira, presidente da junta lical.
Origens imemoriais
As origens de Válega perdem-se nos tempos, uma vez que existe a referência a um documento datado de 1002 o que comprova a antiguidade deste povoado. Contudo não se conhece nenhum documento que revele ao certo a origem do nome Válega, apenas existem suposições e algumas lendas.
O que está escrito é que a freguesia de Válega teve origem na união de duas “Vilas” importantes; a Vila de Peraria e a Vila de Dagarei, grande parte da actual freguesia de S. Vicente de Pereira.
Em 1514, foi concedido foral à Vila de Pereira pelo Rei D. Manuel I. O símbolo do concelho de Pereira Jusã era o seu pelourinho, do qual hoje podemos encontrar uma réplica, no centro histórico do que foi em tempos a vila de Pereira (hoje apenas é o lugar de Pereira) e que em tempos remotos chegou a ser o Concelho de Pereira Jusã.
O Concelho de Pereira Jusã viria a ser extinto em 1852 devido ao consequente crescimento e desenvolvimento da vila de Ovar.




