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Baleia ainda estava viva quando foi encontrada

Era uma fêmea adulta com indícios de reprodução recente

O Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) informou hoje que a baleia que arrojou em Cortegaça tinha 19,70 metros.



A baleia ainda estava viva quando o CRAM ECOMARE, sedeado na Ílhavo, recebeu o alerta, mas poucos minutos depois, uma nova mensagem indicava que já estava morta.

“Estava a respirar e a bater com a cauda”, descreve Francisco Oliveira, que chamou de imediato as autoridades por ser um dos primeiros a chegar junto do animal.

Face à logística envolvida, apenas na quarta-feira, 4, o CRAM pode atuar: recolheu amostras e realizou uma necropsia, que revelou indícios de que a baleia estaria doente, algo de que já se suspeitava por se encontrar bastante magra.

Devido à dimensão da baleia não foi efetuada uma pesagem, mas segundo fonte do CRAM um exemplar destas dimensões poderá chegar às 20 toneladas, embora este devesse provavelmente pesar um pouco menos devido à sua condição física.

Desde o início do ano, a equipa de Resgate de Animais Marinhos realizou a necropsia de 4 baleias-comuns. Três destes indivíduos eram crias e arrojaram nos concelhos de Esposende, Ílhavo e Ovar.

Este recente arrojamento desta espécie, entre as praias de Cortegaça e Maceda, era uma fêmea adulta com indícios de reprodução recente. Este é o maior exemplar que a equipa de arrojamentos norte já registou.

A equipa agradece aos particulares que deram os alertas e a todas as entidades envolvidas: Polícia Marítima de Aveiro, Câmara Municipal de Ovar, Proteção Civil de Esposende, Proteção Civil de Ílhavo e Associação Charcos & Companhia.

 

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