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Sérgio Godinho cantou a “Liberdade”

Num espectáculo que viaja até aos primeiros dias da Revolução de Abril, Sérgio Godinho recordou em Ovar algumas das suas canções mais emblemáticas, acrescentando-lhes “Os Vampiros” de Zeca Afonso, tema que, de resto, já incluíra no seu último álbum, “Caríssimas Canções” (2013).

O concerto “Liberdade”, incluído no ciclo “25/40 – Democracia”, recupera outras canções anteriores ao 25 de Abril, como “Que Força é Essa?” ou “Maré Alta”, retiradas do primeiro álbum de Sérgio Godinho, “Os Sobreviventes” (1972).

De 1974, e do disco “À Queima Roupa”, ouviu-se “Liberdade”, canção central e inspiradora de todo este concerto, e ainda “Etelvina”, cuja interpretação Sérgio Godinho entregou a Gisela João, uma de três convidados que o acompanharão nas três noites de espectáculo marcadas para o palco principal do São Luiz. Outros temas reapareceram naturalmente e foram incluídos no alinhamento do concerto por estarem muito próximos da atualidade, como é o caso de “Maçã Com Bicho (Acho Eu Da Praxe)” (do álbum “Lupa”), cuja letra é uma crítica “acutilante às praxes”.

Embora o alinhamento tenha alguma atenção ao momento atual e existam algumas “canções de índole social e ‘para-política'”, o amor não foi esquecido. Sérgio Godinho procura ainda outra roupagem sonora para temas mais antigos e “algumas canções surgem com novas abordagens, embora o âmago destas fique intacto”, explica Sérgio Godinho.

Num espetáculo onde não faltaram também temas mais recentes, como “O Acesso Bloqueado”, a novidade passou por “Foi aos 25 dias de Abril”. Sérgio Godinho considera que o tema é quase um inédito, tendo em conta que foi gravado num CD destinado ao público infantil no ano em que se comemoraram os 25 anos do 25 de Abril. Para o cantor é importante o ambiente “ingénuo e alegre” desta canção, nomeadamente em dias tão amargos como os atuais: “A Sophia [de Mello Breyner] falava desse primeiro ‘dia inicial inteiro e limpo’ e é importante guardar esse sentimento. Não é uma coisa bacoca. É importante que esse momento continue a existir na nossa memória coletiva e seja activado”. (Fotogaleria de Hugo Monteiro)

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