Opinião

Serração Solidária (II) – Florindo Pinto

Fomos claros, explícitos, comunicamos, dissemos e escrevemos o que consideramos de mau, muito mau, sobre o que está a acontecer com a operação levada a cabo por particulares, -“desbaste a esmo”- da floresta que alguém, com responsabilidades directas no assunto, classificou de “assalto” à floresta.

Fomos lidos, ouvidos, e recebemos a promessa de uma intervenção imediata, por quem nos leu e nos ouviu e, também, reconheceu que o que se está a passar, que desconhecia, por estar lá longe, é uma anomalia a corrigir.

Anomalia conhecida e mais que sabida por quem é de cá”, com responsabilidades, se as assumir, mas que tem cruzado os braços e deixado ao abandono aquilo que deve estar à sua guarda.

Prometeram-nos intervenção, mas o tempo passa, a “actividade escandalosa” mantém o seu ritmo normal, normalíssimo, de forma impávida e serena, próprio de quem actua em “coisa sua”.

E por que se assim continuar, o acelerado destruir por uns, e a passividade de outros, não tardará que a vegetação seja “passado” e tenhamos ali um extenso areal, que prejudicará os terrenos e afectará o nível de vida dos vizinhos e onde não mais se acoitarão os animais que, até aos tempos de hoje, ali encontraram o seu “mundo”.

O abuso e a impunidade tem sido tal, que não só a floresta é vandalizada, destruída, pois até o novo Parque do Buçaquinho, tem sido espaço de actuação onde os “donos”, daquilo que é de uma comunidade, por eles é encontrado, recolhido, levado e vendido. Os autarcas locais e concelhios assistem ao que se passa e agem com o seu sentido de responsabilidade, “nada fazendo”.

Não calaremos e não deixaremos de “apontar o dedo” a quem não tem assumido o seu dever de “guarda”, do assumir das suas responsabilidades, por nada fazer e se manter no gozo da sua “ignorância”, por não querer, ou, ainda, por triste comodidade.

Temos andado a fazer as abordagens junto das entidades que conhecemos no terreno. Iremos subindo “degrau a degrau”, até ao contacto com quem assuma o intervir no sentido de estancar a “sangria” que se está verificar na floresta.
Alguém terá responsabilidades e agirá.

Florindo Pinto

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