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Três praias ovarenses têm Qualidade de Ouro da Quercus

A poucos dias da abertura da época balnear, a Quercus – Associação Nacional de
Conservação da Natureza apresenta, como habitualmente, a listagem de atribuições
do Galardão Qualidade de Ouro 2021, que uma vez mais vem distinguir a qualidade
da água balnear das praias de portuguesas.

De acordo com os critérios definidos em 2021, para receber a classificação de “Praia
com Qualidade de Ouro” deverão ser respeitados os seguintes parâmetros:

– Qualidade da água “excelente” nas últimas cinco épocas balneares (de 2016 a
2020);
– Todas as análises realizadas na última época balnear (2020) deverão ter
apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do
anexo I da Diretiva relativa às águas balneares. Isto é, para águas costeiras e de
transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a
100ufc/100ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para
a Escherichia coli; e para águas interiores, 200ufc/100ml e 500ufc/100ml,
respetivamente;
– Na última época balnear (2020), não poderá ter ocorrido qualquer tipo de
ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática
balnear e/ou interdição temporária da praia.

Os dados utilizados nesta avaliação baseiam-se na informação pública oficial, tendo
apenas em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes
Administrações Regionais Hidrográficas.
Para a época balnear de 2021, a Quercus identifica 392 praias com Qualidade de
Ouro em Portugal, mais 6 do que em 2020.
Das praias galardoadas, 329 são praias costeiras, 52 são praias interiores e 11 são
praias de transição.

A região Centro regista a maior queda na atribuição do galardão.

O distrito de Aveiro obteve galardões nas praias da Baía, Silvalde e Rua 37, em
Espinho; Costa Nova, em Ílhavo; Monte Branco, na Murtosa; Cortegaça, Furadouro
e Torrão do Lameiro/Marreta, em Ovar
, e Areão e Vagueira, em Vagos.

À semelhança do ano passado, a Quercus reforça a necessidade de serem
cumpridas, por parte dos banhistas, as regras sanitárias definidas pela Direção-
Geral da Saúde aquando da frequência das zonas balneares. Neste contexto, apela-
se ao planeamento prévio das deslocações às praias, no sentido de evitar grandes
aglomerados de pessoas nos acessos às praias e no areal. Ainda no contexto
pandémico, apela-se também ao bom comportamento cívico de quem frequentar as
praias, nomeadamente no que respeita ao correto descarte de máscaras
descartáveis, que devem ser sempre colocados nos caixotes do lixo e nunca
abandonadas no meio natural.

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