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Uma portuguesa ferida de Santa Maria da Feira e outra desaparecida na tragédia da Suíça

O chefe da polícia do cantão de Valais, Frederic Gisler, confirmou que há uma portuguesa entre os 119 feridos do trágico incêndio no bar La Constellation, na Suíça, onde deflagrou um fogo cerca de uma hora e meia depois das 00:00 da noite de Passagem de Ano.




Entretanto, a CNN Portugal conseguiu apurar no local, em Crans-Montana, uma das estâncias de ski mais exclusivas da Suíça, que há também uma cidadã portuguesa entre os vários desaparecidos.

A mulher desaparecida e a ferida, que é de Santa Maria da Feira, estariam juntas naquele mesmo bar, onde um incêndio que deflagrou em segundos acabou por lançar o pânico sobre as cerca de 200 pessoas que ali estavam.

Entretanto, e em informação prestada à agência Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta mesma informação: uma portuguesa está desaparecida e outra está ferida, não se sabendo a condição desta segunda mulher.

Frederic Gisler lembrou que “o destino de perto de 150 pessoas se transformou em horror”, continuando a frisar que o número de mortos se mantém nos 40, embora as autoridades italianas já tenham avançado com o número 47.

Numa conferência de imprensa que serviu para dar mais pormenores, o responsável indicou que “a tarefa mais importante” é identificar toda a gente, nomeadamente os mortos, muitos deles totalmente carbonizados.

Por agora falta ainda identificar seis dos 119 feridos, mas as autoridades já adiantaram uma lista pormenorizada das pessoas hospitalizadas: 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um belga e um português.

A polícia suíça indicou ainda que está a colaborar de perto com os governos de vários países, incluindo o português. Decorrem ainda contactos com as autoridades de Polónia, Congo, Turquia, Roménia ou Filipinas.

O chefe da polícia criminal de Valais, Pierre-Antoine Lengen, indicou que os médicos-legistas estão a tentar trabalhar em várias frentes para acelerarem as identificações das vítimas. Entre os métodos utilizados estão os registos dentários, impressões digitais, objetos, roupas ou amostras de ADN.

Foto: Denis Balibouse – Reuters

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