Covid-19

Vêm aí regras mais apertadas para famílias e jovens

O regresso de todos os portugueses ao confinamento será, à partida, a última opção. O Governo quer resistir ao fecho do país, tentando a todo o custo conter a propagação do vírus com medidas autolimitadas no tempo e no espaço. A cifra de infecções acima de mil por dia obriga a reforçar a defesa, mas o cerco que deverá ser apresentado já na próxima semana será “cirúrgico”, está adiantar o “Expresso”, segundo fonte da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O padrão actual das infecções mostra que elas ocorrem sobretudo no seio da família — as confraternizações familiares são responsáveis por 67% dos novos casos de covid-19 nos últimos dias — e nas áreas mais urbanas. Grande Porto, Grande Lisboa e o eixo de Aveiro a Braga

Na conferência de imprensa desta sexta-feira, de actualização de informação sobre a evolução da pandemia, Graça Freitas sublinhou a “transmissão crescente do vírus na comunidade” e apelou aos portugueses para que “tentem confraternizar menos nesta fase”, lembrando que nestes contextos o uso de máscara acaba por ser menos rigoroso e que isso resulta no aumento dos riscos de contágio.

“Estas confraternizações familiares têm sido responsáveis por 67% dos casos reportados nos últimos dias em Portugal. Quando as autoridades de saúde fazem uma investigação epidemiológica encontram esse tipo de convívio, por isso [faço] um grande apelo para que as famílias se coíbam nesta fase de ter estes encontros festivos, que, obviamente, levam à descontracção e esta leva a múltiplos contactos”, frisou.

Por outro lado, a responsável da Direcção-Geral da Saúde (DGS) visou os festejos de jovens neste período de regresso das aulas nas universidades para realçar o efeito negativo que podem ter sobre a comunidade e as estruturas sanitárias.

“Não estamos em 2019. Gostaríamos de estar, mas estas pessoas originam surtos grandes com muitas pessoas, que geram uma enorme carga de trabalho sobre os serviços de saúde. As pessoas jovens têm casos menos graves, mas não têm zero doença. E mesmo que um jovem não tenha doença grave, é vetor de transmissão de doença para outros grupos”, notou, acrescentando que o “comportamento” é a única medida possível, face à ausência de vacina ou medicamento para a covid-19.

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