Opinião

Em espaços terrenos de S. Cristóvão de Ovar – Florindo Pinto

“ E por que tive de me deslocar a S. Cristóvão de Ovar, vi lá, também, o que vai acontecendo na província concelhia “.

Tive de me deslocar a S. Cristóvão de Ovar, freguesia que já não existe com estatuto próprio, – a União a isso levou, para, junto de repartições oficiais, tratar de uns assuntos.

Fui ao centro do Jardim Almeida Garrett e olhei um esboço de obras, que não está identificado e, por isso, não se saber se aquela coisa é para coisa alguma. Dizem que os “teimosos” pretendem ali implantar um monumento, copiando a ideia que foi posta em prática pelos ex-combatentes de Esmoriz. Painel informático, não há e, por isso, não se sabe o quanto é o “desbaratar” de dinheiros e quem vai arcar com os custos. Em Esmoriz, foram os ex-combatentes que puxaram os cordões à bolsa.

A caminho da praça da República, passei pelo Parque Urbano e olhei uma “casa”, que está abandonada, pese embora ter sido inaugurada no ano de 2015, em dia de festa. Estranhei, perguntei e disseram-me que, desde sempre, as águas da chuva tinham o seu espaço no interior, pois as vedações não tinham sido acauteladas.

Será que os serviços técnicos da Câmara consideraram de “perfeita” a execução da obra? E pensei. Se a casa está abandonada, por que não a autarquia local (União), não a Câmara, assumir o uso e a funcionalidade de uma Casa Mortuária? Só os 21, ou os 22 que constam de uma lista, que se diz terem falecido no ultramar, – nem todos em combate -, é que são “gente”? Um aglomerado populacional daquela dimensão, sem um bem primário? A cor, de tão escura, até pode ser aproveitada.

Tive, ainda, oportunidade e tempo para assistir ao que está a acontecer no Cine Teatro. Abeirei-me de uns “mirones/engenheiros”, que comentavam e opinavam. Ouvi, um deles dizer; a Câmara anda a brincar com coisas sérias. Esta brincadeira vai custar ao município os “olhos da cara”. Sem segurança para que o afirme, fiquei com a convicção de que o processo foi mal encaminhado, está a ser muito mal conduzido e, daí, o poder acontecer que muito em breve, tenhamos de estar em presença de mais um orçamento rectificativo, para o pagar das “devidas” indemnizações.

Se o dinheiro não fosse do povo, talvez o “posso, mando e quero”, não fosse posto em prática e os “papeis”, teriam merecido mais atenção, antes de se partir para uma decisão, que se diz e parece, deveras precipitada.

Mais adiante, encontrei o monumento Neptuno, limpinho e bem tratado. Simplesmente um dever e uma obrigação de quem tem de assim o manter.
Mas estranhei, ver uma placa, alusiva à obra de pichelaria, que foi considerada de: obra presidencial. Mas…

E se a placa, para mim, já era uma manifestação de “não sei o quê”, fiquei banzado com o que vi no átrio da Câmara. Aquela maquineta, que terá custado vários ordenados mínimos, ali a consumir energia, para mostrar umas coisas que não têm cabimento nos tempos de hoje!!! Será que é para entreter quem entra na zona de apresentação e de espera? Muito deve sofrer aquele “segurança”.

O que está ali a ser publicitado, feito e a fazer, – umas obritas -, é a meta de um presidente? Há quem diga que é só vaidade saloia.

Não sabemos o que poderá vir a acontecer até ao fim do mandato. Até pode ser que, tudo o que foi prometido em campanha eleitoral, venha a ser concretizado, mas, em verdade, cheira-me a vaidade, paga a peso de oiro, para “entreter o Zé” e nada mais.

Florindo Pinto

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