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Saúde

PCP alerta para a falta de médicos anestesistas no Hospital da Feira

A falta de médicos anestesistas na Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga (ULS EDV) está a preocupar o PCP, que acusa o Serviço Nacional de Saúde de enfrentar dificuldades crescentes na resposta cirúrgica e alerta para o encaminhamento de doentes para unidades privadas.

Em comunicado, a bancada parlamentar comunista refere que o problema afeta sobretudo o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, mas tem também impacto nos blocos operatórios de São João da Madeira e Ovar. Segundo o partido, apesar da abertura recente de novas salas operatórias, a falta crónica de profissionais na área da Anestesiologia impede o pleno aproveitamento dessas infraestruturas.

O PCP sustenta que esta realidade tem provocado uma elevada sobrecarga de trabalho sobre os médicos do serviço, obrigados a realizar um número significativo de horas extraordinárias para garantir o funcionamento da atividade cirúrgica. Ao mesmo tempo, a dificuldade em cumprir os tempos máximos de resposta legalmente previstos estará a levar ao encaminhamento de utentes para hospitais privados.

Os comunistas consideram que esta situação gera desigualdades no acesso aos cuidados de saúde e pode comprometer o acompanhamento pós-operatório dos doentes, ao fragmentar o percurso clínico entre diferentes instituições.

O partido critica ainda o facto de as vagas abertas no mais recente concurso para especialistas em Anestesiologia não serem suficientes para responder às necessidades identificadas, alertando para o risco de a pressão laboral diminuir a atratividade da ULS para novos profissionais e dificultar a sua fixação.

Face a estas preocupações, o PCP questionou o Ministério da Saúde sobre as medidas previstas para reforçar o serviço, garantir respostas cirúrgicas atempadas, reduzir o recurso ao trabalho extraordinário e aumentar o número de anestesistas na instituição.

Contactada pela agência Lusa, a administração da ULS Entre Douro e Vouga reconhece que o serviço de Anestesiologia foi recentemente reorganizado devido a reformas e à saída de alguns profissionais, mas rejeita que existam constrangimentos na atividade cirúrgica.

Segundo a direção da unidade, “graças a um esforço rigoroso de gestão e ao compromisso das equipas médicas”, os tempos de resposta mantêm-se controlados e os novos blocos operatórios encontram-se em funcionamento normal. A administração garante igualmente que o número de utentes encaminhados para hospitais privados se mantém estável.

A ULS EDV acrescenta que já se encontra em curso um procedimento concursal para a contratação de novos especialistas em Anestesiologia e assegura que continua empenhada em reforçar a capacidade de resposta e a atratividade da instituição para novos profissionais.

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