Cheias em Ovar: O impacto da inércia política – Por Daniela Patarena

Bastou uma chuvada mais forte para expor, novamente, os problemas históricos que o atual executivo teima em não resolver. As inundações no Furadouro, no Jardim dos Campos e no Lamarão para citar apenas os casos mais mediáticos na cidade de Ovar são o resultado direto de escolhas políticas erradas. Definitivamente, Ovar não está em “Boas Mãos”.
O adiar constante de soluções estruturais, a total ausência de um plano de contingência eficaz e a gritante falta de limpeza e manutenção preventiva dos bueiros são falhas graves de gestão que agravam o sofrimento dos munícipes.
As obras prometidas transformaram-se em propaganda adiada.
Os problemas, há muito sinalizados, perpetuam-se por manifesta incapacidade política e falta de planeamento da maioria que governa o concelho.
É inadmissível que, em pleno verão, as nossas principais zonas turísticas fiquem submersas, transmitindo uma imagem de profundo desleixo e abandono a quem nos visita.Se a resposta a uma chuvada estival é o caos, antecipa-se um inverno rigoroso dramático.
Locais como a Senhora da Graça, Jardim dos Campos e a Arruela, historicamente fustigados pelas cheias, arriscam-se a viver situações extremas devido à passividade deste executivo.
Face à ausência de respostas públicas e à falta de responsabilidade da autarquia, decidimos enviar um pedido de esclarecimento formal ao Executivo Municipal.
Exigimos o envio imediato do Plano Municipal de atuação, bem como o respetivo cronograma de intervenções urgentes para todos os pontos negros referenciados.
Os ovarenses pagam impostos para ter gestão, prevenção e planeamento.
Infelizmente, tudo indica que Ovar foi abandonada à sua sorte e está, apenas, nas “Mãos de S. Pedro”.
Daniela Patarena
Deputada Municipal Independente.




