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	<title>Sérgio Lamarão, autor em OvarNews</title>
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	<description>Actualidade Vareira</description>
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	<title>Sérgio Lamarão, autor em OvarNews</title>
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		<title>Quatro Estações… &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/quatro-estacoes-por-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 16:55:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viajar é ousar e contemplar. Vaguear por um mundo que é naturalmente nosso, mas que formalmente lhe impuseram fronteiras. É uma jornada, um trajeto, uma expedição quiçá rumo à utopia. Essa utopia que nos permite sonhar e acreditar! Quero viver, partir e explorar. Viajar até onde a minha mente permitir, até onde a reflexão me &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar é ousar e contemplar. Vaguear por um mundo que é naturalmente nosso, mas que formalmente lhe impuseram fronteiras. É uma jornada, um trajeto, uma expedição quiçá rumo à utopia. Essa utopia que nos permite sonhar e acreditar!</p>
<p>Quero viver, partir e explorar. Viajar até onde a minha mente permitir, até onde a reflexão me levar. Neste mundo onde me tenho apenas a mim; a mim e à minha alma!</p>
<p>Penso sensualmente o mundo. Amo, por vezes, racionalmente a vida. Sou fonte de todos os estímulos e a existência é uma forma consciente de sentir. Sou o abraço entre dois amantes que se beijam à chegada. Um acontecer estético, um espaço de rompimento.</p>
<p>A forma como vejo o mundo é arte, o modo como a contemplo é vida. A maneira como interpreto a arte e a vida é sublimação.</p>
<p>Já vi coisas belas e sorri! Corri, beijei e abracei! Contemplei alguma natureza que ainda permanece intacta. Vi aves voando e planando ao sabor do vento. Tento criar o meu mundo, a minha representação, a minha obra de arte.</p>
<p>Sinto a primavera que emana da tua pele, o verão intenso que trespassa a solicitude do teu corpo, o outono húmido que perdura nos teus lábios, o inverno molhado que escorre sob o teu ventre.</p>
<p>Veste o meu corpo de ti, essa epiderme que une dois mundos. Quero procurar o sentido dos sentidos! Esta razão de ser e de sentir!</p>
<p>Extrai de mim esta brevidade, essa eternidade. Abraça-me, quero permanecer em ti. Quero perpetuar-me em ti…<br />
Beija-me! Dá-me de beber! Essa água que os oceanos irão reclamar!</p>
<p>Abraça-me e beija-me uma vez mais, uma vez só. Esse acto fecundo e sentido que faz renascer a esperança…</p>
<p><em><strong>Sérgio Lamarão Pereira</strong></em></p>
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		<title>Absurdo&#8230; &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/absurdo-por-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 10:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontramo-nos hoje perante uma sociedade que nos faz reflectir. Vivemos na actualidade, em todas as actualidades, o absurdo de um mundo estranho e pouco humano, na barbárie, na intolerância e no desprezo pela vida humana. Num mundo assim, a vida parece um fragmento sem sentido, um pedaço de papel rasgado e atirado ao acaso num &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontramo-nos hoje perante uma sociedade que nos faz reflectir. Vivemos na actualidade, em todas as actualidades, o absurdo de um mundo estranho e pouco humano, na barbárie, na intolerância e no desprezo pela vida humana. Num mundo assim, a vida parece um fragmento sem sentido, um pedaço de papel rasgado e atirado ao acaso num dia de chuva, que não estando contextualizado com outros pedaços deixa de fazer sentido. Assim é a vida de alguns, assim é o mundo. Antagonismos existenciais!</p>
<p><strong>Existir é antes de mais viver.</strong> Porém, há que ter a noção da finitude, a noção do quão absurdo se torna viver num dia-a-dia inconsequente. Existir é agir no mundo. Traduz-se em pequenos gestos e movimentos, numa rectidão de espírito. É ter a noção de que a vida é breve e, como tal, torna-se necessário tentar superar alguns dilemas e algumas decisões. A existência nem sempre é fácil nem tão pouco linear, em virtude de alguns indivíduos não se reverem nalgumas sociedades com assimetrias inqualificáveis.</p>
<p>Reflito sobre este conceito, o absurdo, e sou remetido de imediato para a minha velha cidade neste mundo que é a minha terra. Cidade de grande beleza, mas de grandes contrastes e assimetrias. Uma cidade temporalmente parada no tempo e com medidas políticas muito dúbias!</p>
<p>No domínio da saúde existe um Hospital com algumas valências, mas sem um serviço de urgência. A saúde de uma população depende de questões político-partidárias. Contudo, os impostos dos cidadãos são pagos todos os meses a esse polvo ineficaz, corrupto e imenso que é o Estado. <strong>Inércia? Jogos de poder?</strong> Talvez! Assim caminha este meu país e esta minha velha e adorável cidade.</p>
<p>Em relação à justiça o absurdo é em tal dimensão que chega a ser dramático! Porém, e regressando à minha cidade verifico mordomias de um qualquer Estado Rico e Poderoso. Por que motivo os juízes têm  estacionamento privativo? Não ganharão os juízes o suficiente para pagar o seu estacionamento? Quer queiramos quer não, todos os cidadãos são comuns, dentro deste Estado arcaico, medieval e provinciano que é o nosso. Que legitimidade tem uma Câmara Municipal de se apropriar de um espaço que é publico para proveito de uma classe?</p>
<p><em>O mundo é belo, mas também se torna absurdo, pelo facto de ser incompreensível e inatingível, momentâneo e fugaz.</em></p>
<p>Ao acreditarmos apenas nos homens, ou melhor, ao acreditarmos cegamente nalguns homens, corremos o risco de nos revermos num novo tipo de deuses, num excesso de subordinação civil, moral, legal e intelectual baseada em sistemas doutrinários e abstractos.</p>
<p>Somos seres incompletos! No entanto, já que cá estamos, e nunca deixando de ter em mente uma perspectiva minimamente igualitária, torna-se fundamental uma moral da revolta. Laica quanto baste. Existencial quanto nos satisfaça.</p>
<p><em><strong>Sérgio Lamarão Pereira (Ovar)</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Saudade… &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/saudade-por-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 10:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Vista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É com enorme gosto e muita satisfação que regresso ao jornal Ovarnews para escrever quinzenalmente na rubrica O Mundo é a minha Terra. Um regresso, várias vezes, adiado por múltiplos fatores e vicissitudes da própria existência. Existimos, mas temos o dever de viver. Viver bem! Quando digo viver bem, digo viver com dignidade! Senti alguma &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>É com enorme gosto e muita satisfação que regresso ao jornal Ovarnews para escrever</strong><br />
<strong>quinzenalmente na rubrica O Mundo é a minha Terra.</strong></p>
<p>Um regresso, várias vezes, adiado por múltiplos fatores e vicissitudes da própria<br />
existência. Existimos, mas temos o dever de viver. Viver bem! Quando digo viver bem, digo<br />
viver com dignidade!</p>
<p><strong>Senti alguma saudade em publicar estas breves palavras, estas humildes frases que, e</strong><br />
<strong>não o digo por modéstia, não vão muito além de simples introspeções.</strong></p>
<p>A saudade é comunicável. Pode ser transmitida através da linguagem. Só existe<br />
linguagem porque existe pensamento. Só existe pensamento, porque existe linguagem.</p>
<p><strong>Esta nostalgia dá-nos a consciência de algo ausente. Alguns indivíduos poderão ser</strong><br />
<strong>mais saudosos que outros, mas todos têm esse sentimento em comum; seja em relação a</strong><br />
<strong>pessoas ou objectos. Saudade…esse conceito intraduzível e tão português, tão lusitano.</strong></p>
<p>Este sentimento também se manifesta através de inúmeras formas de arte. Manifesta-<br />
se quando partimos em viagem, quando estamos em movimento. É deslocarmo-nos e<br />
mantermos o pensamento focado em algo que não queremos deixar para trás. É partir, mas<br />
sentir de imediato a necessidade de regressar. Estar longe e ter vontade de continuar; pois não<br />
tendo a presença física de quem gostaríamos, temos essa presença sempre na consciência e<br />
esse facto incentiva-nos a caminhar cada vez mais. Se ao regressarmos não encontramos o que<br />
esperávamos teremos sempre a recordação dos momentos vividos.</p>
<p>Segundo Teixeira de Pascoaes… pelo desejo, a saudade converte-se em esperança e<br />
pela dor converte-se em Lembrança; Esperança e Lembrança são assim duas características<br />
básicas da alma portuguesa, tornando-se a Esperança sonhada ou desejada em forma feminina<br />
de Vénus (ariana) e a Lembrança em forma feminina de Virgem dolorosa (semita).</p>
<p><strong>Sinto saudade! Esta constância ou inconstância. Sentimentos que vão mudando. Foste,</strong><br />
<strong>és e serás, para sempre, a única flor no meu jardim. O resto, que direi? O resto são simples</strong><br />
<strong>ervas bravas e rudes que nascem e crescem ao acaso. Uma flor delicada e meiga. Muito bela e</strong><br />
<strong>perfumada. És a flor do meu jardim! Sim, sinto saudade!</strong></p>
<p>Existiram dias em que não te reguei. Outros dias em que não te cuidei. Ao contrário de<br />
ti, que foste meiga e cuidadosamente selecionada, fui semeado ao acaso. Uma planta rude,<br />
agreste e bravia. Todavia, interiormente, muito frágil e delicada.</p>
<p><strong>Os opostos atraem-se e ambos necessitam ser polonizados. Sinto saudade! Sinto muita</strong><br />
<strong>saudade…</strong></p>
<p>Para ti “Mixinha”…</p>
<p><strong><em>Sérgio Lamarão Pereira (Texto e Foto)</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Regresso novamente a esta minha velha cidade… &#8211; Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/regresso-novamente-a-esta-minha-velha-cidade-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2021 16:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após algum tempo ausente regresso novamente a esta cidade que tão bem conheço. Vim para ficar até a minha temperança o permitir. Cidade que habitamos e onde se vão perdendo os traços originais num passado que nos pertence, nos foi legado e nos é negado. Cimento que rompe e corrompe os céus a uma velocidade &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/regresso-novamente-a-esta-minha-velha-cidade-sergio-lamarao-pereira/">Regresso novamente a esta minha velha cidade… &#8211; Sérgio Lamarão Pereira</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="tie-dropcap ">A</span>pós algum tempo ausente regresso novamente a esta cidade que tão bem conheço. Vim para ficar até a minha temperança o permitir. Cidade que habitamos e onde se vão perdendo os traços originais num passado que nos pertence, nos foi legado e nos é negado. Cimento que rompe e corrompe os céus a uma velocidade vertiginosa e dramática. Cidade onde vidas se refugiam, onde seres se escondem. Edifícios imponentes que retiram à natureza o seu espaço e o seu lugar. Alcatrão que esventra a terra. Estéticas e inestéticas obras de arte que se compram sem as percebermos neste totalitarismo das sociedades de consumo.</p>
<p>Cidade de virtudes e defeitos. Contradições e despesismos em benefício de poucos. Lugar em que (quase) todos trabalham quais formigas num imenso labirinto. Onde os rios correm sujos, onde tropeçamos com mendigos pedindo esmola (mendigos que não se vêm!) Prédios em completa degradação tal como parte da humanidade. Pássaros pousando sempre desconfiados. Aliás, quem não segue desconfiado quando caminha ao lado de outros homens? Estações de caminho de ferro perdidas no tempo. Carros que poluem. Gente poluída! Gente corrompida! Vento que sopra e faz as folhas caírem. Árvores semeadas ao acaso. Árvores propositadamente derrubadas! Zonas verdes cobertas de plástico que transeuntes jogam para o chão com a maior falta de civismo. Imundices variadas! Que treta de cidade… passeios esburacados e solos esventrados. Problemas que se finge não ver. Projectos que não passam disso mesmo!</p>
<p><strong>Quero regressar ao meu lugar, mas não sei de onde sou! Sei que fui gerado e criado, mas não sei de onde vim nem para onde vou. Sinto-me a vaguear algures sem destino nenhum. À procura de mim próprio e dos outros que não sei se existem ou se são uma criação da minha mente.</strong></p>
<p>Percorri inúmeros quilómetros numa vã esperança por um mundo mais digno, mas depressa me desiludi! Vagueei entre o passado e o futuro. Aquilo que fui, aquilo que já fui e aquilo que serei. Aquilo de que fugi.</p>
<p>Que viagem esta, que movimento. Que fluir constante. Consigo sentir as sinapses do meu cérebro. Ouvir murmúrios do passado. Ouvir chamamentos do futuro. De um futuro por onde já andei. Por onde já andei nesta minha viagem intemporal. Já gastei muita tinta e papel. Já imprimi e rasguei. Sorri e chorei. Por aquilo que vivi e recordei. Lágrimas que me inundaram os olhos e encheram oceanos. Que fizeram barcos naufragar. Este meu lamento que a humanidade chora. Este meu sofrimento que a humanidade sofre.</p>
<p>Mas acredito! Sim, acredito! Algo terá necessariamente que mudar e melhorar!</p>
<p><strong><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2021/05/Sérgio-Pereira.png"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-53232" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2021/05/Sérgio-Pereira.png" alt="" width="348" height="134" /></a></strong></p>
<p><strong><em>11/07/2021</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/regresso-novamente-a-esta-minha-velha-cidade-sergio-lamarao-pereira/">Regresso novamente a esta minha velha cidade… &#8211; Sérgio Lamarão Pereira</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
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		<item>
		<title>Instantes… &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/instantes-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 12:21:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A noite está fria! O cheiro a terra húmida e fértil, a pedra molhada. O tempo que passa, o tempo que vai e vem e eu aqui a contemplar este magnífico cenário. A água cristalina que repousa formando um manto branco sobre a erva. As árvores despidas, o cheiro a fumo e a resina que &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/instantes-sergio-lamarao-pereira/">Instantes… &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A noite está fria! O cheiro a terra húmida e fértil, a pedra molhada. O tempo que passa</strong>, o tempo que vai e vem e eu aqui a contemplar este magnífico cenário. A água cristalina que repousa formando um manto branco sobre a erva. As árvores despidas, o cheiro a fumo e a resina que sai das chaminés formando uma mistura suavemente aromatizada. Sinto-me neste instante.</p>
<p><strong>Há muito tempo que não contemplava as estrelas</strong>. O meu olhar infinito que colide com a escuridão da noite, com a sua finitude. Esta exiguidade ou esta altivez face a um mundo que por vezes me é estranho e pouco humano. O ladrar dos cães, os vultos que passam e não os consigo acompanhar, uma sirene que me desperta e alerta.</p>
<p>O frio que se apodera de mim, entranhando-se nos ossos, nesta carne levemente perfumada. Cheiro a erva, a estrelas e flores. Cheiro a vida, a mundo, a incenso. Como é belo o som destas frases que escrevo, desta melodia que não ouço.<strong> Este orvalho nocturno que surge sem se apresentar.</strong> Este silêncio, este meu pequeno instante. Sinto-me bem com esta brevidade! O corpo que se dilata, o suor e o amor.</p>
<p>Magnífico o instante, onde mais nada parece existir. Esta nudez, esta altivez em toda a sua dimensão. <strong>O ar quente e volátil calmamente libertado por mim e que se mistura na invisibilidade da noite.</strong></p>
<p>Estou aqui neste instante. O silêncio invade-me com uma espécie de estranheza, tornando-se por vezes agressivo. Uma certa melancolia e frieza perante este mundo frio e contundente. Este instante que tantas vezes presenciei, mas que agora tento compreender. <strong>Há muito tempo que tenho frio. Este perpétuo Inverno, este limite, este mundo, que não se sabe onde termina</strong>. Este barulho que não se ouve e me satura.</p>
<p>A noite, certas noites em que o coração se dilata e os poros expelem um odor a adrenalina.<br />
Sinto-me incompleto! Necessito do molde da areia, das ondas do mar que me vincam, das estrelas que me inspiram. T<strong>enho pensamentos de homem livre nestas sociedades convencionadas por todos, menos por mim!</strong> Tenho aquilo que a vida me dá!</p>
<p><strong>Olho para o céu à espera que me responda</strong>. Este mundo está louco e as pessoas parecem andar em ziguezagues. Por vezes vamos caminhando sem sabermos para onde nos dirigimos. Todavia, com a certeza de onde estivemos. Tenta-se ir tão longe a vida toda. Contudo, quem anda em círculos não pode chegar ao fim.</p>
<p>A fuga desta angústia e deste medo existencial irá dar lugar a um novo tipo de Homem…</p>
<p><strong>Sérgio Lamarão Pereira</strong><br />
<em>25.01.2021</em><br />
<strong>Ovar</strong></p>
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		<item>
		<title>Porque o dia da Mulher é todos os dias! &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/porque-o-dia-da-mulher-e-todos-os-dias-por-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2020 11:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espero por si há tanto tempo! Sem a sua amizade e sem o seu amor sinto-me incompleto. Um puzzle no qual se encontra uma peça em falta. Não estou só, pois transporto-a em pensamento. Faz-me recordar a manhã, esse nascer ou renascer do mundo e reavivar dos seres. Faz-me recordar esta transmutação e transitoriedade onde &#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ovarnews.pt/porque-o-dia-da-mulher-e-todos-os-dias-por-sergio-lamarao-pereira/">Porque o dia da Mulher é todos os dias! &#8211; Por Sérgio Lamarão Pereira</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ovarnews.pt">OvarNews</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Espero por si há tanto tempo! Sem a sua amizade e sem o seu amor sinto-me incompleto. Um puzzle no qual se encontra uma peça em falta.</p>
<p>Não estou só, pois transporto-a em pensamento. Faz-me recordar a manhã, esse nascer ou renascer do mundo e reavivar dos seres. Faz-me recordar esta transmutação e transitoriedade onde me encontro. <strong>Penetro no seu mundo e tudo dentro dele é vida, movimento, sedução. Interfiro assim noutra dimensão; na sua natureza.</strong><br />
Provavelmente, sem o imaginar, veio trazer uma clarividência e consistência ao meu intelecto, uma matização de sensações aos meus sentidos. Há muito tempo que não me sentia assim, não me deliciava com os tons, os odores e os sabores da vida. Veio preencher com cores uma parte de mim neste meu caminho longo e não raras vezes solitário. Sou um esteta, é a minha obra-prima.</p>
<p>O seu cabelo levemente claro (qual seara doirada e trigada pelo Sol), os seus olhos discretos mas profundos e incisivos, e a sua pele caucasiana remetem-me para um claustro de deleite. Delicada como a paz, como um toque. Delicada como a brevidade, delicada como as palavras, como o respirar.<strong> Delicada como o canto de um pássaro, como o vento, como a neve. Delicada…</strong></p>
<p>Sem si, sem a sua amizade, o seu carinho e o seu amor, sinto-me sem pátria e sem nação. Sinto-me definhar perante um mundo absurdo e sem respostas, injusto e sem amanhã.<strong> Uma sociedade de Pilatos e Fariseus.</strong> Sinto-me um estrangeiro, um estranho na minha própria vida, um ator secundário na minha própria encenação. Adquiro o conceito de belo a partir de si, da sua imagem, da sua imensa beleza, da sua presença e insistência. Estou no mundo, sou um ser do mundo, do meu mundo e do seu mundo.</p>
<p>Os anos passaram e demorei imenso tempo a encontrá-la. Os meus olhos choram de alegria, hoje, que a descobri. <strong>As suas palavras transmitem-me alegria e impulsionam-me a continuar esta viagem onde a minha vida se reflete através de constantes introspeções.</strong><br />
Não consigo dizer nada que já não saiba, nada que a surpreenda e que não espere. Necessito, apenas, confirmar neste simples papel branco o que sinto por si.</p>
<p>Temos muito tempo pela frente, um dia de cada vez, mas muitas experiências por partilhar. Sou um caminhante, é a minha viagem. <strong>Cada dia que passa penso em si, respiro por si, sou… por si.</strong><br />
A arte define-se em tudo o que escrevo! Eu sou arte, você é arte. Eu sou a porta que a abre ao meu mundo, sou o ser que em si se revela, que por si se manifesta. Arte única e irrepetível, afinal como a verdadeira arte. Inspira-me e eu para pensar necessito de a pensar, para pensar o presente tenho que a ter presente, para partir em viagem tem que me acompanhar. É a personagem principal nesta minha representação da vida, nesta minha prosa poética onde sou o filósofo artista.</p>
<p>Empreste-me os seus olhos para contemplar o que de belo existe.</p>
<p><strong>Sérgio Lamarão Pereira</strong></p>
<p><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-45659" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg" alt="" width="300" height="120" /></a></p>
<pre>Texto de Sérgio Lamarão Pereira, originalmente publicado pela Chiado Books, III Volume da Coletânea de Cartas de Amor, intitulada “Três Quartos de Um Amor””.</pre>
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		<title>Momentos&#8230; Por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/momentos-por-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 14:50:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A noite está fria! O cheiro a terra húmida e fértil, a pedra molhada. O tempo que passa, o tempo que vai e vem e eu aqui a contemplar este magnífico cenário. A água cristalina que repousa formando um manto branco sobre a erva. As árvores despidas, o cheiro a fumo e a resina que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A noite está fria! O cheiro a terra húmida e fértil, a pedra molhada. O tempo que passa, o tempo que vai e vem e eu aqui a contemplar este magnífico cenário. A água cristalina que repousa formando um manto branco sobre a erva. As árvores despidas, o cheiro a fumo e a resina que sai das chaminés formando uma mistura suavemente aromatizada. Sinto-me neste instante.</p>
<p>Há muito tempo que não contemplava as estrelas. O meu olhar infinito que colide com a escuridão da noite, com a sua finitude. Esta exiguidade ou esta altivez face a um mundo que por vezes me é estranho e pouco humano. O ladrar dos cães, os vultos que passam e não os consigo acompanhar, uma sirene que me desperta e alerta.</p>
<p>O frio que se apodera de mim, entranhando-se nos ossos, nesta carne levemente perfumada. Cheiro a erva, a estrelas e flores. Cheiro a vida, a mundo, a incenso. Como é belo o som destas frases que escrevo, desta melodia que não ouço. Este orvalho nocturno que surge sem se apresentar. Este silêncio, este meu pequeno instante.</p>
<p>Sinto-me bem com esta brevidade! O corpo que se dilata, o suor e o amor. Magnífico o instante, onde mais nada parece existir. Esta nudez, esta altivez em toda a sua dimensão. O ar quente e volátil calmamente libertado por mim e que se mistura na invisibilidade da noite.</p>
<p>Estou aqui neste instante. O silêncio invade-me com uma espécie de estranheza, tornando-se por vezes agressivo. Uma certa melancolia e frieza perante este mundo frio e contundente. Este instante que tantas vezes presenciei, mas que agora tento compreender. Há muito tempo que tenho frio. Este perpétuo Inverno, este limite, este mundo, que não se sabe onde termina. Este barulho que não se ouve e me satura. A noite, certas noites em que o coração se dilata e os poros expelem um odor a adrenalina.</p>
<p>Sinto-me incompleto! Necessito do molde da areia, das ondas do mar que me vincam, das estrelas que me inspiram. Tenho pensamentos de homem livre nestas sociedades convencionadas por todos, menos por mim! Tenho aquilo que a vida me dá!</p>
<p>Olho para o céu à espera que me responda. Este mundo está louco e as pessoas parecem andar em ziguezagues. Por vezes vamos caminhando sem sabermos para onde nos dirigimos. Todavia, com a certeza de onde estivemos. Tenta-se ir tão longe a vida toda. Contudo, quem anda em círculos não pode chegar ao fim.</p>
<p>A fuga desta angústia e deste medo existencial irá dar lugar a um novo tipo de Homem.</p>
<p><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-45659" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg" alt="" width="300" height="120" /></a></p>
<p><strong>Sérgio Lamarão Pereira</strong><br />
<em><strong>Ovar</strong></em><br />
<em><strong>02.12.2020</strong></em></p>
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		<title>Criação&#8230; &#8211; por Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/criacao-por-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2020 16:29:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo o gesto de criação, todo o olhar e pensar para além de… é, ou pode ser, claramente, um gesto de viagem. Uma procura pelo traço mais perfeito, o som mais nítido, a frase mais completa, numa busca inquieta e intranquila da nossa própria imagem, da nossa própria existência. Uma procura de mim, do outro &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o gesto de criação, todo o olhar e pensar para além de… é, ou pode ser, claramente, um gesto de viagem. Uma procura pelo traço mais perfeito, o som mais nítido, a frase mais completa, numa busca inquieta e intranquila da nossa própria imagem, da nossa própria existência. Uma procura de mim, do outro que sou «eu» mesmo. Se por um lado somos racionais, por outro somos sensibilidade. É o complemento entre ambos e a tensão entre os mesmos que nos afeta, que condiciona o nosso quotidiano e as nossas ações.</p>
<p>Arte, a mais bela manifestação do Homem. Intelectualidade e sensibilidade no seu grau mais elevado. Imitação, criação pura e abstrata, beleza, sublimação, grau de abstração que nos toca profundamente. Poesia e pintura. Patamar onde o Homem deixa de lado a materialidade e executa todo um trabalho em que depende apenas do seu estado de espírito. Onde se criam outros mundos, outras realidades e outras vidas. Todo um rol de manifestações que deixam transparecer para o exterior tudo o que de mais íntimo existe no interior de cada um. Experiências de vida, beleza contemplada, frustrações, tristezas, ilusões, alegria e êxtase.</p>
<p>Tudo o que nos rodeia é um quadro, uma pintura, um universo cheio de mundos. É vida, é escrita. Poesia que consegue o mais elevado recolhimento. Aquele momento único que não foi preparado, aquela silhueta breve e eloquente. Aquele rosto eterno que se perpetua, a pele que une dois mundos, ambos harmoniosos.</p>
<p>O que nos move é também a própria ideia de movimento. O movimento da Terra, a curiosidade, a procura, a vontade que nos chama num ritual constante e frenético. Todo um mecanismo intrínseco a nós próprios, como se a Terra criasse uma necessidade de procura. Esta procura que nos atira para o abismo do ser, essa música que nos toca, essa letra que nos seduz, esses juízos que se formam numa procura constante de um belo idealizado por nós próprios.</p>
<p>Tento criar o meu mundo, a minha representação, a minha obra de arte. Eu que me vou tentando conhecer a mim próprio, o meu complexo mundo interior debaixo de uma calma aparente. Eu que não consigo olhar para mim próprio sem a ajuda de um espelho. Eu que tento perceber cada gesto nos outros, cada olhar numa multiplicidade fragmentada de sentidos e de movimentos. É esta ociosidade dionisíaca, esta vontade de romper com o estabelecido, esta força criadora por oposição à calma, à claridade, à ordem e à proporção apolínea, que proporciona esta viagem. Esta tensão entre a liberdade humana criadora e a tirania da razão.</p>
<p>Quero viver, partir, explorar. Existir é partir e deixar tudo para trás, num passado que ressurgirá neste ciclo de vida. Poderá ser escrever para ninguém ler, falar para ninguém ouvir, olhar para ninguém ver. Caminhar. Com os olhos da mente seguir esta estrada que não sei onde me leva. Recusar tudo o que me ofende, tudo o que me oprime, tudo o que me fere. Viajar até onde a minha mente permitir, até onde a reflexão me levar, neste mundo, nesta vida onde me tenho apenas a mim e à minha alma.</p>
<p>Sou um acontecer estético neste quadro que é a vida, neste palco que é o mundo, nesta reflexão que sou eu mesmo.</p>
<p><strong><em><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-45659" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg" alt="" width="300" height="120" /></a></em></strong></p>
<p><strong>Ovar, 05/10/2020</strong></p>
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		<title>Identidade &#8211; Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/identidade-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2020 08:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter identidade é ter o destino traçado nas entranhas de um corpo, de um lugar. Possuir uma língua, uma pátria. Apátrida. Nascer, crescer, acompanhar até ao fim. Sem fim, ilusão. Alma nobre, alma pobre, magnânima, generosa, mediterrânica. Triste fado, triste sina, triste cisma. Melancolia e ansiedade, pesado fardo. Terra amada, conquistada, achada. Saudade, dor e &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter identidade é ter o destino traçado nas entranhas de um corpo, de um lugar. Possuir uma língua, uma pátria. Apátrida. Nascer, crescer, acompanhar até ao fim. Sem fim, ilusão. Alma nobre, alma pobre, magnânima, generosa, mediterrânica. Triste fado, triste sina, triste cisma. Melancolia e ansiedade, pesado fardo. Terra amada, conquistada, achada. Saudade, dor e despeito. Corpo amado, alma vencida, ego preenchido. Ondas no mar, leito profundo e neve na serra. Abertura à vida, ao mundo, à própria máscara que existe em cada um. O sol, o mar, o mármore, o granito… a dureza, rudeza, pobreza, aridez. País!</p>
<p>Identidade é longevidade, ultrapassagem, fazer perdurar. Crer, querer e possuir. Trata-se de perceber e de dizer. Vincar! Ter a noção de quem se é mesmo sem se ter. Não estar onde quer que se esteja. Estar! Nascer, viver e morrer. Dar continuidade e deixar transparecer. Perdurar! Estar longe estando perto. Sonhar com o regresso.</p>
<p>Concluir um processo. Existir, ter princípios, ter meios, agir com autenticidade, com vontade, liberdade, perseverança rumo a um saber estar. Dizer não! Dizer sim! Romper para posteriormente restabelecer. Ter a noção daquilo que a sua passagem pela vida implica. Ação, reação e interação, plenos direitos, aceitação dos deveres, impugnar alguns valores. Duvidar, equacionar, mas também decidir. Fazer progredir. Vilipendiar sem ostracizar. Caminhar, recordar, serenar. Helenizar, redimir. Orgulho!</p>
<p>A Identidade consiste num permanecer. Nunca imóvel, nem tão pouco ausente. Sempre presente! Ligação através de uma herança educacional, cultural e social. Portanto, civilizacional. Elo de ligação entre várias gerações, várias comunidades. Peça de um imenso puzzle. Abertura e recetividade em relação a um passado que permanece sempre presente nas memórias e nos corações futuros.</p>
<p>Lembranças. Apreensão futura. Fator de aglutinação, compreensão e adesão. Ponto de convergência entre gerações, com factos e lugares comuns. Permanente questionamento, constante mobilização em busca de novos pressupostos que eventualmente possam romper com conceitos estabelecidos num futuro divergente, aparente e que se pretende premente.</p>
<p><strong>Sérgio Lamarão Pereira</strong><br />
<em>20 de setembro de 2020</em></p>
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		<title>Coexistir &#8211; Sérgio Lamarão Pereira</title>
		<link>https://www.ovarnews.pt/coexistir-sergio-lamarao-pereira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Lamarão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 09:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A educação é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade que tenha como aspiração o permanente desenvolvimento educacional e cultural, pois o Homem só se desenvolve de forma permanente e conseguida em sociedades onde a educação e a cultura sejam conceitos não apenas ideais, mas sobretudo materiais. Será sempre numa plataforma salutar de entendimento, mas &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A educação é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade que tenha como aspiração o permanente desenvolvimento educacional e cultural, pois o Homem só se desenvolve de forma permanente e conseguida em sociedades onde a educação e a cultura sejam conceitos não apenas ideais, mas sobretudo materiais.<br />
Será sempre numa plataforma salutar de entendimento, mas também com divergências e pontos de vista diferentes, que o indivíduo moderno e atualizado se define e se projeta em sociedades futuras mais exigentes e absorventes.</p>
<p>Os jovens são as novas peças de uma máquina velha, que, por conseguinte, fazem funcionar toda a engrenagem. Seria mais fácil, sem dúvida, inutilizar a máquina velha e gasta e começar a funcionar com uma nova, mas é a que temos, tal como o mundo em que vivemos. É neste que temos de coexistir tentando modificá-lo para melhor. Os jovens, por imperativo, por uma ordem que nos transcende, vêm substituir os velhos num mundo já muito gasto e que indubitavelmente se torna imperioso substituir. Não será pela força desmedida e gratuita, nem tão pouco pela anarquia ou ainda pela relativização dos valores. Será sempre através da liberdade, justiça, responsabilidade e autonomia da vontade.</p>
<p>Obviamente, nunca existiram sociedades perfeitas, nem tão pouco se pode aspirar a tal desígnio, em virtude da tão característica imperfeição humana. Todavia, penso ser legítimo que sociedades onde conceitos como a educação, cultura, saúde e justiça sejam fundamentais para uma educação alicerçada em valores de verdade. O mundo está numa constante transformação, num permanente devir onde as ações humanas se refletem no futuro. O Homem define-se na ação, num futuro cíclico e permanente. É neste mundo velho e gasto que os jovens vão surgir. Surgem numa vida já corrompida, mas que também a eles compete limpar.</p>
<p>Um mundo sombrio e obscuro que a eles compete clarear. Uma das tarefas consiste em operar a mudança, pois quando o Homem quer, pode! Quando pode e quer, normalmente consegue! A História assim o confirma! Contudo, não se apresenta como tarefa fácil. É um empreendimento difícil em virtude de os interesses dos jovens colidirem com os valores já instaurados e institucionalizados pelos outros que com eles coabitam.<br />
Torna-se fundamental uma inserção num mundo que a todos pertence, mas que está adulterado na sua essência. Por que não o mudar para melhor? O mundo é a nossa terra!</p>
<p><strong><a href="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-45659" src="https://www.ovarnews.pt/wp-content/uploads/2020/06/sergiolamarão.jpg" alt="" width="300" height="120" /></a></strong></p>
<p><strong>Sérgio Lamarão Pereira</strong><br />
<strong>23/08/2020</strong></p>
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