Foi recentemente apresentado um projeto que prevê a demolição de um edifício com valor simbólico para uma cidade. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Apesar do estado atual do imóvel, poderiam ter sido exploradas soluções de reabilitação/reconstrução capazes de devolver vida e significado ao espaço, preservando a sua identidade, mesmo que com outras funções. A opção escolhida, contudo, resulta num vazio que parece refletir não apenas a decisão em si, mas também uma tendência mais ampla: projetos sem visão, soluções imediatistas e uma certa preguiça em pensar a cidade de forma estratégica e integrada. O património urbano merece ser tratado como oportunidade de futuro e não como obstáculo. Reabilitar, reinterpretar e projetar com ambição é o que pode verdadeiramente revitalizar uma cidade. Em última análise, este projeto não é apenas uma decisão isolada — é o espelho da forma como temos vindo a pensar (ou a não pensar) o futuro coletivo. E talvez seja precisamente aí que está o maior vazio…. Adriana Floret, arq.ª (Ovar)